"Nossa Prefeitura, financeiramente, está estabilizada. Nós temos esse cuidado de planejamento, principalmente relacionado à folha de pagamento do funcionário. Hoje, nós temos em torno de 900 funcionários e a primeira coisa que a gente faz é sempre separar esse dinheiro para o pagamento deles estar em dia. Mas não é só isso, também queremos dar condições, capacitar, para que eles executem os trabalhos. Estou numa batalha para que o sistema funciona independente de quem esteja sentado na cadeira de prefeito. O sistema tem que continuar, a gestão tem que acontecer.
Já as dificuldades relacionadas à saúde que enfrentamos são por conta dos recursos, que são insuficientes. A Santa Casa está precisando cada vez mais de recursos. Ela não é do município, é gerida por uma irmandade, mas nós somos parceiros. Estávamos preocupados com isso, com o número de internações, UTI.
Junto com isso, temos a crise que o comércio atravessa. O comerciante, a academia, o salão de beleza, e a gente tem que seguir as normas do Plano São Paulo. Isso foi uma dificuldade momentânea que nós passamos, mas sempre de uma forma transparente, explicando, dizendo o que pode e o que não pode, isso foi o que fizemos no momento".
Crise hídrica
"Esses são os desafios do hoje, mas pensando lá na frente, estamos com um desafio da crise hídrica. Estamos com muito medo da falta de água neste ano em Guararapes. No ano passado por pouco não tivemos problemas, graças à comunidade que se uniu. Agora, estamos já com uma nova campanha de conscientização para economizar água, para que a gente não passe por problemas futuros.
No mandato passado, a Prefeitura restaurou o poço profundo, que fornece hoje 230 mil litros de água por hora. Isso nos ajudou a não ficar sem água em 2020. Concluíamos também um reservatório de 1,2 milhão de litros. Não é o suficiente, caso tenhamos um longo período de estiagem; para manter os níveis altos, a população precisa economizar.
Estamos pensando em projetos para armazenar água de outras formas, como transposição do Barra Grande, mas são projetos que não gostaríamos de chegar a esse ponto".
Cargos de confiança
"Tive reunião com os nossos diretores, logo na primeira semana de posse. Eles são cargos de confiança do Tarek e meus também, porque eu era o vice. Mas tenho minha forma de trabalho, a forma como eu imagino dar sequência. Então, eu disse que daria oportunidade paraque todos eles mostrassem seu trabalho e entendessem a forma como eu quero que as coisas aconteçam, principalmente no sentido do sistema ser autossuficiente, independente do prefeito.
Ninguém tem cadeira cativa até 2024 ou até 2028, nem o prefeito tem. Os diretores de departamento têm, nesse momento, a minha confiança de que ele irá executar o trabalho com excelência e de que será monitorado, que se tiver que fazer troca em benefício da população e do trabalho em andamento, assim será feita".
Forma de trabalhar
"O Tarek era um prefeito que estava na rua o tempo todo e eu aprendi muito isso com ele. Antes de vir para a Prefeitura, eu dou minha volta pela cidade. Após expediente, dou uma passada pelos bairros. No momento, não estou descendo do carro para bater papo com a população por conta dessa condição na saúde, mas a gente tem esse hábito de conversar, ouvir o clamor da população, pra gente saber destinar os recursos para aquilo que realmente está precisando.
Uma ou duas vezes por semana também gravo vídeos no meu Facebook e Instagram pessoais. Dei o nome de ‘Fala, Alex’. É um momento que eu uso para falar com a população, colocar meu telefone à disposição. Antes, eu atendia todo mundo no WhatsApp, mas dei uma recuada, porque estava recebendo em torno de 1.500 a 2.000 mensagens por dia. A maioria delas era de ‘bom-dia’ e de repente tinha uma mensagem urgente que eu não conseguia ver. Expliquei isso para a população e logo eu volto".
Comércio
"Como eu disse, ainda machuca muito a forma como o Tarek partiu; ele foi internado em um dos melhores hospitais de São Paulo e mesmo assim não conseguiu estar aqui com a gente. Eu tenho que zelar pela saúde da população, mesmo que doa em muitos setores, mesmo que politicamente não seja interessante para mim. Tomamos medidas e vamos continua tomando, pensando na saúde de cada um. Não é porque o governador (João Doria – PSDB) liberou, que a doença foi embora.
Nossa vigilância sanitária está se desdobrando, trabalhando aos sábados e domingos, para fechar festas clandestinas, com o apoio da Polícia Militar. A gente vai continuar pegando pesado com isso.
O comércio abriu, a academia, o barbeiro. Quem tem que trabalhar, tem que ir com toda segurança do mundo. Mas se você pode estar em casa, fique em casa, não é hora de aglomerar, de confraternizar com todo mundo. Se Deus quiser, vai chegar esse momento. Nós já estamos com mais de oito mil vacinados em Guararapes e isso nos anima.
A gente tem ouvido muito o desabafo dos comerciantes, entendendo as realidades, pedindo para a vigilância, e ela tem feito isso, para que cada mudança do Plano São Paulo, ter paciência e orientar o comerciante sobre o que ele pode fazer. O que podemos fazer é trabalhar com segurança e conscientizar o colaborador e o cliente de que não é momento de aglomerar".
Aceitação
"As pessoas têm me recebido muito bem em todos os setores. Me senti bem acolhido pela população. Que essa união não fique só nesse momento de luto, que permaneça".