A Câmara de Lavínia (SP) elevou a remuneração do prefeito para R$ 25 mil, do vice para R$ 9 mil e triplicou o valor do subsídio dos vereadores para a próxima legislatura. Em termos percentuais, os reajustes de prefeito e vice foram de 87% e 135,5%, respectivamente.
Os dois projetos foram aprovados, por maioria de votos, na primeira sessão ordinária do ano, realizada na quarta-feira (22), e revoltaram a população de pouco mais de 12 mil habitantes. A Casa alega que os valores estavam congelados há 14 anos.
Antes, em sessão extraordinária realizada no dia 13 de fevereiro, os vereadores já tinham autorizado revisão de 10,63% nos subsídios do prefeito e vice, a partir de 1º de janeiro de 2023, passando dos atuais R$ 12.008,95 e R$ 3.439,27, respectivamente, para R$ 13.343,27 e R$ 3.821,41.
Atualmente, o município tem como chefe do Executivo o agricultor Salvador Cazuo Matsunaka, eleito pelo PSDB, e vice, Renerio Luiz Soares de Sousa (PP).
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O projeto que fixa os subsídios do prefeito e vice para a legislatura 2025-2028 é assinado pela Mesa Diretora, que tem como presidente Elias Santaterra (PP), vice Ericino Luis dos Santos Filho (PV), e secretários Milton Marques Antunes Silva (DEM) e Rafael Antonio Diletti Garcia (PSDB).
Foram cinco votos favoráveis aos novos valores, dados pelos vereadores Emanuel Eugenio Buareto, o Sabugo (PL), Helio Alves de Aguiar, o Soro (PSDB), Rafael Garcia, Tiago Eric Pasini (PL) e Victor Vinicius Terçariol (PL). Foram contrários: Ericino, Milton Silva e Rodolfo Mansan (PV). O presidente não vota nesse tipo de propositura.
Conforme apuração da reportagem, os votos refletem a posição de situação e oposição dos parlamentares do município.
