Assim que ele ameaçou citar o nome dos vereadores que teriam pedido a exoneração, o líder do prefeito Andrey Fernando Servelatti (PSDB) pediu questão de ordem e informou que não se pode atacar vereador e prefeito. “Vingança pessoal, não”, disse.
O som do microfone de Fumaça foi cortado e o presidente da Casa, Felipe Barone Brito (PPS), pediu que ele se dirigisse de volta ao plenário.
Edson continuou a falar, em voz alta. Disse que ele perdeu o cargo a pedido de dois vereadores - Cláudio Barbosa de Souza, o Kal (PSB), e José Roberto Merino Garcia, o Paquinha (MDB). Em troca, os parlamentares votaram contra a abertura da CP que poderia cassar o mandato de Salmeirão.
Assim que concluiu, foi aplaudido pelos presentes. A sessão foi suspensa.
Regras
Barone explicou que a Tribuna Livre tem algumas restrições. Uma delas é usar o espaço para discorrer apenas sobre assunto que foi pedido pelo munícipe na hora da inscrição. Também é vedado ataque pessoal a qualquer parlamentar.
“O senhor Edson infringiu as duas normas, que foi se afastar do tema em que foi inscrito e de fazer ataques pessoais a vereadores da Casa”, explicou Barone, sobre o corte do som do microfone usado por Fumaça.
Incomodou
Na manhã desta quinta-feira (7), Fumaça falou ao
Hojemais Araçatuba
sobre o caso. Contou sobre o projeto da escolinha de futebol, que começou do zero. “O centro de lazer estava abandonado. Tiramos 20 caminhões de lixo e entulho, na época, para começar o projeto. Reformamos todo o local. O prefeito deu espaço para eu trabalhar e eu fui atrás”, contou.
O projeto chegou a atingir 150 garotos e começou a incomodar. Edson conta que chegou a ser chamado na Prefeitura porque diziam que ele estava usando o trabalho para fazer política, já que a escolinha envolvia muitas famílias. “Mas eu jamais esperava que ia incomodar a esse ponto, a ponto de ser demitido”, disse.
O próprio prefeito, segundo Edson, disse que não queria demiti-lo, mas que não teve outra saída. “Ele falou que não queria me mandar embora pelo trabalho que eu estava fazendo, mas que precisava, porque os vereadores queriam a exoneração e ele precisava dos votos”.
Fumaça conta que foi dispensado em 11 de fevereiro, véspera da votação da CP na Câmara. No dia 12, ele chegou a ir trabalhar, mas o prefeito pediu que desse um tempo e não fosse mais ao centro de lazer. De acordo com a Prefeitura, a exoneração de Edson foi publicada no dia 19.