Cobrança
O Hojemais Araçatuba enviou e-mail à assessoria da presidente da Câmara na terça-feira, questionando quais ações o Legislativo estava tomando para auxiliar financeiramente a Prefeitura na prevenção e combate ao coronavírus no município.
Em resposta, foi informado que estava sendo finalizados os estudos para enviar o saldo existente no Legislativo à Prefeitura, como forma de colaborar no combate ao coronavírus.
O vereador Almir Fernandes de Lima (PSDB), que compõe a Mesa Diretora da Câmara, havia publicado nas redes sociais na manhã de ontem, que o Legislativo devolveria R$ 500 mil à Prefeitura.
A publicação feita na manhã de terça-feira, em resposta ao questionamento feito por um cidadão, preocupado com a colaboração que o Legislativo Municipal pode dar nesse momento de crise.
“Fizemos um levantamento e, em ato da Mesa Diretora, da qual faço parte, suspendemos a compra de dias de férias dos funcionários da Câmara, e, apertando um pouco mais, conseguimos fazer uma antecipação do duodécimo à Prefeitura, o que ocorreria somente no final do exercício, no importe de R$ 500 mil reais, para ajudar no combate ao Coronavírus. Em primeira mão para vocês”, publicou.
Demora
O Hojemais Araçatuba também perguntou à assessoria de Tieza o por que da demora em definir as ações de ajuda ao município, já que as atividades do Legislativo estão suspensas desde o dia 23.
E questionou por que as sessões não ocorrem de modo virtual, já que todos os parlamentares possuem pelo menos um celular para videoconferência.
Em resposta, Tieza afirmou que as atividades do Legislativo não estão suspensas. “Todos estão trabalhando remotamente de suas casas, inclusive muitos até fora do horário normal de trabalho”, afirma.
De acordo com ela, os dois assessores dela trabalham remotamente, indo a alguns lugares somente quando extremamente necessário. Já os servidores ligados à presidência da Câmara e aos demais setores também estão trabalhando.
“Estamos finalizando estudos para realizar o envio de saldo existente para a Prefeitura, como forma de colaborar no combate ao coronavírus”, informou na tarde de terça-feira.
Sessões remotas
Sobre as sessões remotas, a presidente do Legislativo de Araçatuba informa que precisa ser instalado um sistema de transmissão da sessão por videoconferência.
“Estamos trabalhando nisso. Temos feito reuniões com os vereadores e estamos em contato com eles. Há muito trabalho sendo realizado a distância pelos parlamentares”, conclui.
Subsídios
No início desta semana, o radialista Marco Serelepe, durante o programa Jornal de Verdade, da Rádio Cultura FM, telefonou para os 15 vereadores de Araçatuba querendo saber quais providências pessoais eles poderiam tomar para ajudar na economia por parte da Câmara.
Entre os questionamentos feitos está o possível corte de gratificações aos assessores parlamentares e do próprio subsídio, que é o salário que os vereadores recebem mensalmente, já que não está havendo sessões há duas semanas.
Dos 15 vereadores, quatro não atenderam ao telefonema: Rival Papinha (PSB); Cláudio Henrique da Silva (PMN), o Professor Cláudio; Antônio Edwaldo Costa (DEM), o Dunga; e a presidente da Câmara.
O vereador Arlindo Araújo (Cidadania) não foi procurado devido ao luto pela morte da mãe dele no início da semana.
Favoráveis
Dos dez parlamentares ouvidos, quatro disseram que concordariam com a devolução do duodécimo, mas com outras condições.
Cido Saraiva (MDB) disse que já contribui financeiramente com ações sociais, muitas delas de combate ao câncer, mas se preciso doaria o subsídio dele à Prefeitura.
Denilson Pichiteli (PSL) disse que também abre mão do subsidio, desde que o prefeito Dilador Borges (PSDB) deixe de receber o salário dele e retire as gratificações dos comissionados da Prefeitura.
Gilberto Mantovani (PL), o Batata, afirmou que abre mão, desde que todos o façam, e Carlinhos 3º DP, falou que abre mão do subsídio e já recomendou à Câmara a retirada das gratificações dos assessores, mas aguarda posição da Mesa Diretora.
Os vereadores Alceu Batista de Almeida Júnior (PV), e Almir disseram que também aguardam decisão da mesa para saber a legalidade da medida.
Contra
Os que afirmaram não abrir mão do subsídio de forma alguma são Lucas Zanatta (PV), que disse depender do dinheiro para viver e já retirou as gratificações dos assessores; Beatriz Nogueira, que depende do dinheiro inclusive para ajudar pessoas que precisam; Flávio Salatino (PSDB), que considera a medida demagógica e também ajuda outras pessoas com o dinheiro que recebe; e Jaime José da Silva (PTB), o Dr. Jaime, porque também ajuda quem precisa com o subsídio que recebe.
