Política

Vereadores fazem representação no MP após aumento de combustíveis

Parlamentares Cláudio Henrique e Denilson Pichitelli representaram no Ministério Público de Araçatuba

Guilherme Leal - Hojemais Araçatuba
10/07/19 às 17h27
Representação foi feita após aumento repentino dos combustíveis na última semana (Divulgação)

Os vereadores Professor Cláudio (PMN) e Denilson Pichitelli (PSL), de Araçatuba (SP), protocolaram nesta quarta-feira (10) uma representação no Ministério Público para que seja investigado o aumento repentino nos preços de combustíveis nos postos da cidade, na semana passada.

No documento os parlamentares apresentaram ao promotor do consumidor, Luiz Antonio de Andrade, que até o dia 2 de julho, o preço dos combustíveis variava em torno de R$ 2,18 e R$ 2,49 para o etanol. Após isso, houve aumento exponencial nas bombas para R$ 2,75.

Os vereadores afirmam ainda que não houve notícias de ordem econômica ou de medidas de controle (União, Estados ou municípios) que justificassem o aumento.

Conforme levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), na semana em que ocorreram os reajustes, o preço médio do etanol em Araçatuba era de R$ 2,319 - variando entre R$ 2,159 e 2,599. Já a gasolina custava R$ 4,177 (mínimo de R$ 3,957 e máximo, R$ 4,399). 

Procon

Várias denúncias chegaram até o Procon de Araçatuba que as encaminhou para a Fundação Procon, em São Paulo, para que ela notifique os donos de postos para darem explicações sobre o aumento. Gestores ouvidos sob anonimato disseram à reportagem que o reajuste ocorreu devido a uma mudança de estoque. Com a compra do novo carregamento foi necessária uma adequação dos preços.

Nas usinas, na semana da polêmica, o etanol registrou três quedas consecutivas, segundo dados do Cepea/Esalq/USP. Conforme indicador semanal, entre os dias 24 e 28 de junho, o etanol foi vendido nas usinas por R$ 1,6040, queda de 0,4% na comparação com a semana anterior (de 17 a 21 de junho), quando o produto estava cotado a R$ 1,6105.

A reportagem entrou em contato com o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) para saber o motivo do aumento e não teve resposta.

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