Pratos e vinhos
A quarentena continua em vigor e, com todas as medidas de distanciamento social, não é possível sair para comer em restaurantes. Mesmo que seja mais fácil pedir um serviço delivery, uma parcela das pessoas prefere a maneira tradicional: planejar um jantar e colocar a mão na massa.
Para isso, é preciso escolher o prato que será feito e qual bebida será servida. Segundo o chef de cozinha Junior Magué, a bebida é imprescindível para o sucesso de um jantar. Pois, de acordo com ele, ao fazer a harmonização correta é possível promover uma experiência diferente com o paladar.
“Por mais que não exista uma regra sobre bebidas para cada estação do ano, agora no inverno o vinho é uma boa pedida. E saber harmonizar o tipo de vinho com o tipo de prato é a peça chave para um jantar perfeito”, relata o chef.
Mas o que é harmonização?
Magué explica que, quando se pensa em harmonização, é preciso ter em mente dois pontos: semelhança e contraste. Pois o ato de harmonizar pede um estudo de sabores para saber o que pode combinar e o que pode funcionar contrastando.
“Se escolher a primeira opção, o prato deve ser delicado e a bebida também. Ou ao contrário, prato com forte sabor e a bebida forte na degustação. É questão de pensar e imaginar o que pode dar certo, testar. O paladar é um descobridor, não existe regra. O importante é desfrutar o momento”, afirma Junior.
Pratos e vinhos
Massas
De acordo com o chef de cozinha, quando o objetivo é servir uma massa, é preciso estar atento ao molho para saber qual vinho escolher. Geralmente, o vinho tinto é o mais indicado, sendo eles pinot noir ou tannat.
“Por exemplo, se o molho for a carbonara, virá o bacon. O como o tannat possui um sabor forte, ele vai cobrir o bacon, que também é um ingrediente de presença no prato. Para que os sabores não briguem, um precisa sobressair ao outro, mas sem excluir totalmente”, conta Magué.
Frutos do mar e crustáceos
Com os frutos do mar, a especialidade é outra. O vinho branco pode harmonizar muito bem com os crustáceos, pois atua no equilíbrio do forte sabor da especiaria.
“O vinho branco deixa o sabor do tempero na boca, porque não sobressai no principal sabor do prato. A bebida equilibra e refresca a refeição. Neste caso, um vinho verde português ou um chardonnay chileno são algumas das opções”, explica.
Carnes
Magué relata que, basicamente, os vinhos tintos combinam com carnes vermelhas e os vinhos brancos com carnes brancas. Segundo ele, essa harmonização é feita por semelhança.
“Com os vinhos tintos, é possível se aventurar por vários tipos. O cabernet sauvignon é um clássico. Porém, para aqueles que querem experimentar a combinação e não consomem vinho com frequência, o Lambrusco tinto também é uma boa pedida”, reitera o profissional.
Quem é Júnior Magué?
Júnior Magué atuou em vários bufês de Araçatuba e também na função de maitrê por mais de 20 anos no Brasil e no exterior. Formou-se no Grande Hotel Senac, em Águas de São Pedro, e no Instituto de Formação Profissional de Olaias, em Lisboa.
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