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Após complicação em cirurgia, família promove rifa solidária para tratamento contra doença rara de Ricardo

O menino foi diagnosticado com estenose subglótica, uma condição rara que estreita a passagem de ar na traqueia e compromete a respiração.

Isabele Araujo - Hojemais Três Lagoas
07/07/26 às 10h23
(Foto: Arquivo Pessoal)

A família do pequeno Ricardo, de apenas 6 anos, está mobilizando uma campanha solidária para arrecadar recursos que garantam a continuidade de um tratamento cirúrgico realizado em Curitiba (PR). O menino foi diagnosticado com estenose subglótica, uma condição rara que estreita a passagem de ar na traqueia e compromete a respiração.

Segundo a mãe, Suelen Correia, o problema surgiu após uma cirurgia de retirada das amígdalas realizada em Três Lagoas, no dia 9 de maio. Três dias depois, Ricardo apresentou um quadro grave de falta de ar e precisou ser intubado às pressas.

"Ele ficou três dias sem conseguir respirar direito. No dia 12 de maio foi intubado porque já estava muito cansado e não conseguia mais respirar. A estenose é como uma queloide que cresce dentro da via aérea e vai fechando a passagem do ar", relata.

Após os primeiros atendimentos, Ricardo foi transferido para Araçatuba (SP), onde permaneceu internado por 11 dias na UTI. Apesar do controle da inflamação e da retirada da intubação, a estenose permaneceu e os episódios de dificuldade respiratória continuaram.

A família recebeu como opção a realização de uma traqueostomia, procedimento que foi recusado. Foi então que iniciaram uma busca por especialistas.

Em Curitiba, Ricardo passou por uma broncoscopia e iniciou um tratamento cirúrgico menos invasivo, realizado por etapas. O procedimento consiste na retirada da estenose com laser e na dilatação da via aérea com um balão.

Até o momento, ele já passou por duas cirurgias e deverá realizar uma terceira nas próximas semanas.

"O resultado da segunda cirurgia foi muito positivo, então vamos continuar com as dilatações. Nossa esperança é que ele consiga se recuperar completamente", afirma a mãe.

(Foto: Divulgação)

Custos elevados

Além da preocupação com a saúde do filho, a família enfrenta uma situação financeira delicada. O plano de saúde não cobre parte dos procedimentos, e todas as viagens até Curitiba geram despesas elevadas com combustível, pedágios, hospedagem, alimentação, medicamentos e exames.

Somente no mês de junho, Suelen precisou viajar quatro vezes para Curitiba para acompanhar o tratamento do filho.

"Cada viagem custa cerca de R$ 1.150 entre combustível e pedágio. Também gastamos mais de R$ 2 mil com hospedagem e alimentação. Dois exames específicos custaram R$ 6 mil cada um, além do medicamento que ele usa diariamente para ajudar na cicatrização da via aérea", explica.

Desde o início do tratamento, Suelen também está afastada do trabalho para acompanhar o filho e afirma que a renda da família foi comprometida.

Como ajudar

Para arrecadar recursos, a família está promovendo uma rifa solidária (acesse aqui), com números no valor de R$ 5 cada.

Serão sorteados:

  • 3 prêmios de R$ 1.000;
  • 4 prêmios de R$ 500.

Toda a renda será destinada ao tratamento de Ricardo.

Os interessados podem adquirir um número entrando em contato com Suelen Correia, mãe do menino, pelo telefone (67) 99940-1216.

A família reforça que qualquer contribuição faz diferença para que Ricardo possa concluir o tratamento e recuperar a qualidade de vida.

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