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Após um ano, escolas avaliam proibição do uso de celular

Núcleo Regional e diretores apontam melhora na concentração e aprovação após um ano da restrição ao celular nas escolas.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
25/02/26 às 09h24
Proibição do uso do celular nas escolas (Foto: Reprodução)

Um ano após a entrada em vigor da proibição do uso de celular nas escolas, gestores da rede estadual em Três Lagoas avaliam os impactos da medida. O balanço aponta melhora na concentração dos alunos, aumento nos índices de aprovação e maior organização no ambiente escolar.

A regra foi estabelecida pela Lei nº 15.100/2025, sancionada em 13 de janeiro de 2025, que proíbe o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos pessoais por alunos da educação básica em escolas públicas e privadas durante aulas e recreios. Em Mato Grosso do Sul, a norma é regulamentada pela Resolução SED nº 4.388/2025, que determina que os aparelhos permaneçam desligados e guardados na mochila, salvo exceções para fins pedagógicos autorizados ou necessidades específicas.

Aprovação acima de 94% na rede estadual

De acordo com a coordenadora do Núcleo Regional de Educação, Marizeth Bazé, o primeiro ano exigiu diálogo com as famílias e ajustes internos, mas os resultados foram positivos. “Nós tivemos um nível de aprovação de mais de 94% em todas as escolas da jurisdição”, destacou.

Segundo ela, no início houve resistência de alguns pais, especialmente aqueles que utilizavam o celular como forma de monitoramento dos filhos. Com o tempo, a orientação e o apoio do Conselho Tutelar e da promotoria ajudaram a consolidar a aplicação da norma.

Avaliação na Escola João Magiano Pinto (JOMAP)

Na Escola Estadual João Magiano Pinto (JOMAP), a diretora Lurdinha classificou o primeiro ano de vigência como tranquilo, apesar dos desafios iniciais. Segundo ela, a medida trouxe benefícios ao ambiente escolar, principalmente em relação ao foco dos estudantes.

A diretora explicou que não há necessidade de uso constante do celular dentro da escola e que o aparelho só deve ser utilizado quando houver finalidade pedagógica prevista.

Ela também destacou que houve resistência pontual por parte de alguns estudantes, mas a maioria das famílias apoiou a decisão. De acordo com a diretora, os pais compreendem que, dentro da escola, não há necessidade do uso do aparelho e que a instituição dispõe de canais de comunicação caso precisem falar com os filhos.

Avaliação na Escola Edwards Corrêa e Souza

Na Escola Estadual Edwards Corrêa e Souza, o diretor Edevalte Porto também avaliou como positiva a aplicação da legislação. Ele explicou que o celular acaba “roubando a atenção” dos estudantes, já que oferece um ambiente de distração constante. Embora reconheça que o aparelho é uma ferramenta importante, o diretor afirmou que muitos alunos ainda não possuem maturidade para utilizá-lo exclusivamente com finalidade educacional.

O diretor ressaltou que o uso pedagógico continua permitido, desde que esteja previsto no planejamento do professor e seja comunicado previamente aos pais. Em relação às famílias, ele afirmou que a maior parte é consciente e entende que a restrição contribui para o aprendizado dos filhos.

Medida passa a integrar rotina escolar

Com um ano de vigência, a proibição do uso de celulares nas escolas estaduais de Três Lagoas segue consolidada como parte da rotina escolar. Entre desafios pontuais e adaptações, os gestores apontam que a medida contribuiu para um ambiente mais organizado, com maior foco em sala de aula e fortalecimento da participação dos alunos nas atividades presenciais.

Para 2026, a expectativa é manter a aplicação da norma aliada ao uso pedagógico responsável da tecnologia, reforçando o compromisso das unidades com a qualidade do ensino e a formação dos estudantes.

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