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Calor intenso eleva risco de AVC durante o verão

Desidratação, consumo de álcool e descuido com a saúde favorecem aumento de casos nos meses mais quentes.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
21/12/25 às 11h06
Foto: Reprodução

As altas temperaturas típicas do verão podem aumentar significativamente o risco de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) , segundo alertam especialistas da área da saúde. O calor favorece a desidratação do organismo, o que torna o sangue mais espesso e propenso à formação de coágulos, principal causa do AVC isquêmico, responsável pela maioria dos casos registrados.

Existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico , provocado pela obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro, e o hemorrágico , causado pelo rompimento de um vaso cerebral. O primeiro representa cerca de 80% das ocorrências. Durante o verão, a combinação entre desidratação, alterações na pressão arterial e aumento do esforço físico cria um ambiente favorável para o surgimento dessas condições.

Além disso, o calor provoca vasodilatação, mecanismo natural do corpo para regular a temperatura, o que pode reduzir a pressão arterial e favorecer arritmias cardíacas. Essas alterações no ritmo do coração aumentam a possibilidade de formação de coágulos que podem alcançar o cérebro, já que uma parcela significativa do fluxo sanguíneo do organismo é direcionada ao órgão.

Outro fator de risco frequente nesta época do ano é o aumento do consumo de bebidas alcoólicas , comum durante férias e períodos de lazer. O álcool intensifica a desidratação, eleva o risco de arritmias e pode levar ao esquecimento do uso regular de medicamentos, especialmente entre pessoas com doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

Doenças típicas do verão, como gastroenterites, insolação e quadros de diarreia, também contribuem para a perda de líquidos e eletrólitos, agravando o risco cardiovascular. O tabagismo segue sendo um dos principais fatores externos associados ao AVC, por provocar inflamação dos vasos, favorecer o acúmulo de placas de colesterol e reduzir a elasticidade das artérias cerebrais.

Especialistas observam ainda que o estilo de vida moderno tem antecipado o surgimento de doenças cardiovasculares, com aumento de casos em pessoas com menos de 45 anos. Sedentarismo, má alimentação, estresse e abandono de hábitos preventivos são fatores que contribuem para esse cenário.

Dados clínicos indicam que, durante o verão, o número de atendimentos por AVC pode dobrar em relação a outros períodos do ano. A doença figura entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo e, mesmo quando não é fatal, pode deixar sequelas severas, comprometendo a mobilidade, a fala, a visão e a autonomia do paciente.

A prevenção é apontada como a principal estratégia para reduzir os riscos. Manter uma alimentação equilibrada, hidratar-se adequadamente, praticar atividade física regular, controlar a pressão arterial, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool são medidas essenciais. A realização de acompanhamento médico periódico também é fundamental para o diagnóstico precoce e controle de fatores de risco.

O AVC é uma emergência médica e o tempo de atendimento é decisivo para o prognóstico. Entre os principais sinais de alerta estão paralisia súbita de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, tontura intensa e perda de consciência. Diante de qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde, pois o tratamento precoce pode evitar sequelas graves e salvar vidas.

 

Com informações de Agência Brasil.

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