Steve Walsh é um homem de 53 anos que contaminou pelo menos 11 pessoas com o novo coronavírus no Reino Unido, mesmo sem nunca ter ido à China, segundo informações do Serviço de Saúde Nacional britânico, o NHS.
Walsh teria sido contaminado durante uma viagem para Singapura, antes de retornar para casa, ele foi aos Alpes Franceses e depois em Maiorca, na Espanha. Ele transmitiu o vírus para cinco pessoas no Reino Unido, outras cinco na França e para uma outra na ilha espanhola
Ele ficou conhecido como o “super contaminador” já que é como a imprensa mundial está se referindo ao mesmo.
O termo refere-se a pessoas que tem maior capacidade de transmitir infecções. De acordo com a ciência, uma em cada cinco pessoas tem mais facilidade para transmitir infecções.
Nesta terça-feira, Walsh comunicou que está “totalmente recuperado”, mas permanece em quarentena por precaução.
Não existe resposta definida pela ciência do porque algumas pessoas se tornam “super contaminadores”.Tem uma divisão entre os pensamentos, alguns pesquisadores acreditam que existe uma relação com o sistema imunológico da pessoa portadora do vírus.
Há os que acreditem que a imunidade dessas pessoas possa ser tão boa que elas não sentem os sintomas, dessa maneira, não se isolam e propagam a doença.
Existem diversos fatores que podem culminar para isso, como por exemplo, o indivíduo pode ter se infectado com uma dose maior do vírus ou por mais de um agente patogênico.
Desta forma, se torna impossível saber quem será o próximo “super contaminador”.
Casos como esse já aconteceram em outras epidemias, como em 2015 quando uma paciente transmitiu Mers para 82 pessoas em um hospital na Coreia do Sul.
*Com informações da Veja