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Cursos de medicina com baixo desempenho entrarão em supervisão do MEC a partir de 2026

Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) será aplicado no 4º e 6º ano.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
21/08/25 às 08h53
Foto: Reprodução/Ângelo Miguel/MEC

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que cursos de medicina com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) passarão por supervisão estratégica a partir de 2026. O exame será aplicado anualmente, em parceria com o Inep e a Ebserh, no 4º ano e no 6º ano dos cursos de graduação.

A medida tem como objetivo elevar a qualidade da formação médica no Brasil diante da expansão acelerada das faculdades nos últimos anos.

O Enamed 2025 será realizado em 19 de outubro para estudantes do 6º ano. Os resultados, previstos para dezembro, servirão como base para as primeiras ações de supervisão.

A partir de 2026, a avaliação será estendida também aos estudantes do 4º ano, permitindo acompanhamento contínuo da formação. O desempenho nessa etapa terá peso de 20% na nota do Exame Nacional de Residência (Enare).

Segundo o MEC, o novo modelo supera limitações do Enade, oferecendo indicadores mais consistentes sobre a qualidade do ensino médico. Os cursos que obtiverem notas baixas (faixas 1 e 2, em escala de 1 a 5) no Enamed entrarão em supervisão imediata e poderão sofrer penalidades como:

  • Proibição de ampliar vagas;
  • Suspensão de contratos do Fies;
  • Suspensão da participação no Prouni e em outros programas federais;
  • Redução de vagas para ingresso (cursos nota 2);
  • Suspensão total de novas matrículas (cursos nota 1).

Em casos mais graves, o MEC poderá reduzir vagas ou até desativar cursos de medicina.

A supervisão contará também com avaliações que analisarão a infraestrutura das faculdades, a qualidade das atividades práticas, a integração com o SUS (Sistema Único de Saúde) e a inserção dos alunos em diferentes cenários de atendimento.

As medidas se somam à atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de medicina, que reforçam a integração com o SUS, a valorização da atenção primária e políticas de inclusão e bem-estar discente.

Com as mudanças, o MEC pretende inaugurar um novo ciclo de regulação e qualidade no ensino médico brasileiro, unindo formação acadêmica sólida, responsabilidade social e compromisso com a saúde pública.

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