O último fim de semana de 22 e 23 de agosto em Três Lagoas foi marcado por cultura, tradição e também por negócios. A 36ª Festa do Folclore, com o tema "Tradição Viva, Folclore em Movimento", reuniu aproximadamente 65 mil pessoas no Parque de Exposições e movimentou não apenas o lado artístico da cidade, mas toda a cadeia produtiva local. Artesãos, expositores, comerciantes, entidades assistenciais e empreendedores do setor gastronômico tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos e, principalmente, faturar.
Doces artesanais e o sabor da infância
Marcos Venício da Cunha participou da festa pela segunda vez como expositor. Na primeira edição, levou apenas doces. Desta vez, ampliou o cardápio com uma variedade de doces artesanais e o tradicional sobá, prato típico da culinária local. O resultado superou as expectativas.
"Trabalhar na Festa do Folclore vai muito além do financeiro. A gente vai para vender, mas acima disso, as pessoas têm que fazer com carinho, com amor", conta Marcos. Ele destaca que o sobá foi o carro-chefe das vendas. "Durante duas noites, acabou por duas vezes, e a gente tinha que sair para buscar mais matéria-prima."
O valor arrecadado será revertido em um evento anual que Marcos realiza para as crianças do projeto de capoeira que coordena há 13 anos em Três Lagoas. O dinheiro ajudará a custear a festa de troca de graduação, uniformes e outras despesas.
"Todo ano é dinheiro do bolso. Com o apoio da Festa do Folclore, conseguimos resolver cerca de 50% do custo do evento", comemora. Além disso, Marcos reforça que a capoeira vai além dos movimentos: "Nós usamos a capoeira como ferramenta educacional. Fazemos campanhas de conscientização, como Abada Árvore, Antitabagismo, doação de sangue e preservação ambiental."
