Mato Grosso do Sul encerra 2025 com queda na taxa de gravidez na adolescência, seguindo caminho oposto ao cenário nacional. Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que o índice no Estado caiu de 14,92% em 2022 para 12,65% em 2025, uma redução de 1,54%. No mesmo período, a taxa nacional apresentou aumento de 3,87%.
A redução é atribuída, principalmente, à ampliação do acesso aos métodos contraceptivos de longa duração, conhecidos como LARCs, além do fortalecimento de ações educativas e da capacitação das equipes da Atenção Primária à Saúde. Entre os LARCs estão o Dispositivo Intrauterino (DIU) e os implantes hormonais, que oferecem proteção prolongada e reduzem falhas comuns associadas a métodos de uso diário.
Ao longo de 2025, a Secretaria de Estado de Saúde intensificou a capacitação de profissionais para a inserção desses métodos, com oficinas realizadas em municípios como Campo Grande, Nova Andradina e Costa Rica. Também foram promovidas oficinas territoriais do projeto “Educar para Transformar” e uma webaula estadual sobre prevenção do HPV e gravidez na adolescência, com participação de representantes dos 79 municípios sul-mato-grossenses.
Os números refletem uma tendência de queda consistente na última década. Em 2015, o Estado registrou 8.315 nascidos vivos de mães entre 15 e 19 anos. Em 2025, esse total caiu para 2.861. Entre meninas com menos de 15 anos, os registros passaram de 514 para 171 no mesmo período.
Apesar dos avanços, o tema segue como prioridade nas políticas públicas de saúde. O acompanhamento contínuo e a ampliação do acesso à informação e a métodos contraceptivos seguros são apontados como essenciais para manter a tendência de queda e garantir mais autonomia, oportunidades educacionais e qualidade de vida para adolescentes em todo o Estado.
Com informações de Campo Grande News.
