Com investimento do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Estado garante a oferta gratuita dos chamados LARCs, sigla em inglês para métodos contraceptivos de longa duração, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso aos métodos ocorre a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde a mulher recebe orientação, passa por avaliação clínica e inicia o acompanhamento necessário para a escolha do método mais adequado.
O primeiro atendimento acontece na própria UBS, durante consulta com a equipe de saúde, especialmente enfermeiros e médicos. Nesse momento, a mulher pode manifestar sua preferência em relação ao método contraceptivo e receber todas as informações sobre funcionamento, benefícios, possíveis efeitos e critérios para utilização.
Durante a consulta, também são esclarecidos os detalhes do procedimento, a necessidade de exames quando indicados e o acompanhamento após a inserção, garantindo segurança, autonomia e continuidade do cuidado, sempre respeitando a decisão da paciente.
Em muitos municípios, a inserção do DIU ou do implante subdérmico já ocorre na própria unidade básica, desde que haja profissionais capacitados e estrutura adequada. Em outros casos, as Secretarias Municipais de Saúde organizam unidades de referência para a realização do procedimento.
Fortalecimento da política pública
A Secretaria de Estado de Saúde orienta que a mulher procure, preferencialmente, a unidade de saúde onde já possui cadastro e acompanhamento. Esse vínculo facilita o atendimento, fortalece o cuidado contínuo e agiliza os encaminhamentos quando necessários. Caso a unidade não realize o procedimento, a própria UBS faz o direcionamento dentro da rede do SUS.
Nos últimos anos, o Governo de Mato Grosso do Sul ampliou a oferta dos métodos contraceptivos de longa duração, como DIU e implantes subdérmicos, aliado à qualificação de profissionais da rede pública. A SES intensificou capacitações, distribuição dos insumos e organização dos fluxos de atendimento, fortalecendo a Atenção Básica e ampliando o acesso da população feminina a esses serviços.
Esse conjunto de ações vem apresentando resultados positivos. Entre 2022 e 2025, a taxa de gravidez na adolescência em Mato Grosso do Sul caiu de 14,92% para 12,65%, contrariando a tendência nacional e alcançando o menor índice da última década. O resultado reflete o impacto direto das políticas públicas que ampliam o acesso à informação, promovem autonomia das mulheres e fortalecem a prevenção.
A orientação para as interessadas é procurar a UBS mais próxima para receber informações, avaliação e encaminhamento, garantindo o acesso gratuito aos métodos contraceptivos pelo SUS.
