Cerca de 400 manifestantes de sete movimentos sociais, incluindo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), aceitaram liberar o trânsito na BR-163 na tarde desta sexta-feira (20), após 5h30 de protesto. A decisão veio após o presidente nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), César Fernando Schiavon Aldrighi, confirmar que virá a Campo Grande neste sábado, atendendo à principal reivindicação dos manifestantes.
De acordo com o Midiamax, o bloqueio ocorria no km 460 da rodovia, próximo ao Posto Locatelli, e chegou a gerar 19 quilômetros de congestionamento — 14 km no sentido Anhanduí-Campo Grande e 5 km no sentido oposto, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) . A concessionária Motiva Pantanal chegou a fechar a rotatória da saída para São Paulo para desviar os motoristas.
Reivindicações dos movimentos
Os manifestantes pedem reforma agrária em Mato Grosso do Sul, destacando que há 13 anos não há criação de novos assentamentos no estado. Segundo a Frente Unitária Agrária, atualmente há cerca de 20 mil acampados inscritos no Incra aguardando terras.
Além do bloqueio na BR-163, o grupo também está mobilizado na sede do Incra, na Rua 13 de Maio, em Campo Grande, desde segunda-feira (16). A desocupação do prédio também foi acertada com a chegada do presidente do órgão.
Movimentos participantes
A manifestação é organizada por sete movimentos sociais: MCLRA (Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MSTB (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Fafer MS (Federação da Agricultura Familiar e Empreendedores de MS), Fetar MS (Federação dos Trabalhadores Rurais Agrícolas de MS) e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) .
Com o acordo, o trânsito na BR-163 já foi liberado e o fluxo de veículos começou a ser normalizado no final da tarde.
