O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 51 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em Mato Grosso do Sul entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30). Os dados fazem parte do balanço nacional divulgado no sábado (31), que contabilizou 4.305 registros nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de ocorrência.
No ranking por unidade da Federação, Mato Grosso do Sul aparece na 18ª posição. São Paulo lidera a lista, com 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259).
Em todo o país, a Região Sudeste concentra o maior volume de registros, com 2.087 denúncias, o equivalente a 48,5% do total. Na sequência aparecem Nordeste, com 784 (18,2%), Sul, com 757 (17,6%), Centro-Oeste, com 378 (8,8%), e Norte, com 299 (6,9%).
Denúncias ainda estão em fase de apuração
Segundo o MTE, as manifestações recebidas estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por avaliar as informações e verificar as situações relatadas.
O Ministério ressalta que o registro de uma denúncia não significa que o assédio eleitoral esteja comprovado. Cada relato passa por análise e apuração para identificar possíveis irregularidades e definir as providências cabíveis.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou que a liberdade de escolha política dos trabalhadores deve ser respeitada e que empregadores não podem utilizar sua posição para constranger ou influenciar o voto dos funcionários.
Quando a fiscalização identifica situações de assédio ou discriminação, podem ser lavrados autos de infração e realizados encaminhamentos a outros órgãos públicos.
Como denunciar assédio eleitoral no trabalho
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem ameaças, constrangimentos ou discriminação por motivação política no ambiente profissional podem registrar denúncias pelos canais oficiais:
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Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/
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Ministério Público do Trabalho (MPT): https://mpt.mp.br/assedio-eleitoral
De acordo com o Ministério, as denúncias são sigilosas e encaminhadas aos órgãos responsáveis pela análise e eventual investigação.
O MTE também informou que atua em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para prevenir e combater o assédio eleitoral no ambiente profissional.
