Na última quarta-feira (26) foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz o primeiro caso de coronavírus no Brasil, e após dois dias os pequisadores brasileiros já sequenciaram o genoma do vírus, o que em média tem levado 15 dias para ser feito em outros países.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (28) e foi produzido pela equipes do Instituto Adolfo Lutz e pelas universidades de São Paulo (USP) e Oxford, na Inglaterra.
“Ao sequenciar o genoma do vírus, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto na região da Lombardia, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, disse Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP à Agência FAPESP
O sequenciamento foi conduzido por uma equipe coordenada por Claudio Tavares Sacchi, responsável pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz (LEIAL), e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da FAPESP.
Jaqueline Goes teve muito reconhecimento nas redes sociais, e postou em seu instagram um agradecimento e fotos de todos que fazem parte equipe que ajudaram com o feito.
Essas foram apenas algumas das pessoas que participaram do estudo:
