O Grupo Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para reorganizar dívidas que chegam a aproximadamente R$ 17,3 bilhões . A solicitação foi anunciada pela companhia na noite deste domingo (6) e também inclui outras empresas ligadas ao grupo.
A medida tem como objetivo reorganizar a situação financeira da companhia e permitir a renegociação das dívidas. Apesar do pedido, a Casas Bahia informou que pretende manter normalmente as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de vendas , sem impactos relevantes para os consumidores.
A decisão de recorrer à recuperação judicial recebeu aprovação do Conselho de Administração e do acionista controlador. O processo foi apresentado ao Foro Central Cível de São Paulo, unidade especializada em processos de falência e recuperação judicial.
Também fazem parte do pedido empresas do grupo que atuam nos segmentos de logística, tecnologia e comércio eletrônico , além da Bartira, fabricante de móveis pertencente à companhia.
Juros altos e redução do consumo influenciaram decisão
Em comunicado divulgado ao mercado, a Casas Bahia relacionou o pedido de recuperação judicial à piora do cenário econômico. Entre os fatores apontados pela empresa estão os juros elevados, a maior dificuldade de acesso ao crédito, o crescimento das despesas financeiras e a queda no consumo .
A companhia também afirmou que buscou outras alternativas para conseguir recursos, mas as negociações realizadas não chegaram a ser concluídas.
Com o processo de recuperação judicial, o grupo pretende organizar a renegociação de suas obrigações e manter as atividades em funcionamento durante a etapa de reestruturação financeira.
O que significa recuperação judicial?
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira para empresas que passam por dificuldades financeiras.
Por meio do processo, a companhia pode negociar suas dívidas sob supervisão da Justiça, com o objetivo de evitar a falência e preservar a continuidade das atividades empresariais.
No caso da Casas Bahia, o pedido foi apresentado em caráter de urgência. Por isso, a decisão ainda precisará ser analisada e ratificada pelos acionistas durante uma Assembleia Geral Extraordinária , que será convocada pelo grupo.
