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Gigante dos fertilizantes: Petrobras revela empresas da UFN3 em Três Lagoas

Com cronograma até 2029, projeto deve movimentar bilhões e fortalecer o setor industrial na região

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
28/04/26 às 09h33
Estrutura da UFN3 deve ampliar produção nacional e reduzir dependência de importações ( Reprodução)

A Petrobras avançou em mais uma etapa importante para a retomada das obras da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas, reforçando o progresso de um dos maiores projetos industriais em andamento no Estado.

 Como parte da estratégia para dar mais eficiência ao empreendimento, a companhia optou por fracionar o projeto em diferentes lotes. A iniciativa busca aumentar a competitividade entre as empresas participantes, reduzir custos operacionais e ampliar o leque de fornecedores envolvidos. Atualmente, o processo está na fase de negociação de valores com as empresas classificadas.

 Embora as vencedoras já tenham sido definidas, a retomada efetiva das obras está prevista para 2027. Já a conclusão da unidade deve ocorrer até o fim de 2029, dentro de um cronograma considerado conservador pela direção da estatal.

A UFN3 ganhou relevância estratégica dentro do planejamento da Petrobras, principalmente diante do cenário internacional de instabilidade no fornecimento de fertilizantes. O projeto faz parte de um pacote de investimentos estimado em US$ 15,8 bilhões, que contempla ainda áreas como refino, logística, comercialização e petroquímica.

De acordo com o cronograma divulgado, a reativação das obras deve começar ainda neste semestre, com início das operações previsto para 2029. Durante a fase de construção, a expectativa é de criação de aproximadamente 8 mil postos de trabalho.

A estrutura da planta será de grande porte, incluindo sistemas energéticos, unidades de produção de amônia e ureia, áreas de armazenagem, conexões industriais, além de prédios administrativos e laboratórios.

Com a retomada, a expectativa é de impacto positivo na economia regional, com geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva e redução da dependência brasileira de fertilizantes importados.

  Empresas classificadas por lote

 EPC 01

1º – ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construção / Engeko Engenharia (consórcio)

2º – Zopone Engenharia e Comércio Ltda

3º – Consórcio Coesa / Construtora Metropolitana / FM Construções

4º – OCC Construções e Participações

5º – Central Brasileira de Infraestrutura

 

EPC 02

1º – Engeko Engenharia e Construção Ltda

2º – Central Brasileira de Infraestrutura

 

EPC 03

1º – Consórcio Enfil / Carioca

2º – Consórcio Universal Process / CPL / Possebon

3º – UTC Óleo e Gás Engenharia

4º – Central Brasileira de Infraestrutura

 

EPC 04

1º – Nova Engevix Engenharia e Projetos

 

EPC 05

1º – Consórcio Monto Industrial / Mendes Junior

2º – Construcap CCPS Engenharia

3º – Conenge Construções e Engenharia

 

EPC 06

1º – Coesa Construção e Montagens

2º – Consórcio Engeko / ETC Empreendimentos

3º – Conenge Construção e Engenharia

4º – Consórcio Nova Engevix / PowerChina

5º – Zopone Engenharia / Sengenharia

6º – Construcap CCPS Engenharia

 

EPC 07

1º – Consórcio Nova Engevix / PowerChina

2º – Coesa Construção e Montagens

3º – Consórcio Mendes Junior / Monto

 

4º – Consórcio Mendes Junior / Carioca

* As informações são do Fatos Regionais com o Capital News.

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