Na hora de declarar o Imposto de Renda, a escolha entre o modelo simplificado e o completo pode influenciar diretamente no valor a pagar ou na restituição a receber.
O modelo completo, também chamado de deduções legais, é indicado para contribuintes que possuem despesas relevantes com saúde, educação, previdência privada e dependentes. Nesse formato, é possível detalhar todos os gastos, desde que comprovados.
Já o modelo simplificado aplica um desconto padrão de 20% sobre a renda tributável, sem exigência de comprovação. Por isso, é mais vantajoso para quem tem poucas despesas dedutíveis.
Entre os principais abatimentos permitidos no modelo completo estão os gastos com educação, como mensalidades escolares, cursos técnicos e graduação, respeitando o limite anual. Despesas com material escolar e cursos de idiomas não são dedutíveis.
Na área da saúde, não há limite de dedução, desde que os gastos sejam comprovados. Consultas médicas, exames, internações, planos de saúde e tratamentos podem ser incluídos. No entanto, procedimentos estéticos, medicamentos comprados em farmácias e despesas com acompanhantes não entram na conta.
Especialistas recomendam preencher a declaração com todas as informações e utilizar o próprio sistema da Receita Federal para simular os dois modelos. A ferramenta indica automaticamente a opção mais vantajosa, seja com menor imposto a pagar ou maior restituição.
Embora o modelo simplificado seja mais prático, contribuintes com dependentes e despesas elevadas tendem a se beneficiar da declaração completa. A orientação é manter recibos e documentos organizados para garantir a melhor escolha.
