Mato Grosso do Sul passou a ocupar posição de destaque no mapa da citricultura brasileira em 2025. A expansão da produção de laranja impulsionou a geração de empregos no campo e atraiu investimentos, consolidando o Estado como uma nova fronteira agrícola para o setor. Atualmente, cerca de 15 mil hectares já estão plantados, com projeção de expansão para até 30 mil hectares nos próximos ciclos produtivos.
O avanço da atividade despertou o interesse de grandes grupos nacionais da citricultura e contou com apoio do poder público, especialmente por meio de investimentos em infraestrutura, logística e ações voltadas à defesa sanitária, com foco na prevenção do greening — uma das principais doenças da cultura.
Ao longo do ano, a organização da cadeia produtiva ganhou força com iniciativas institucionais e técnicas. Durante a Expogrande, eventos reuniram produtores, especialistas e autoridades para discutir boas práticas agrícolas, manejo fitossanitário e integração com outras atividades, como a apicultura. Também foram anunciadas medidas estruturantes, como a criação de uma câmara setorial estadual da citricultura e a implantação de um laboratório para diagnóstico do greening, reforçando a governança do setor.
O cenário internacional também favoreceu o crescimento da atividade. No segundo semestre, os Estados Unidos decidiram isentar o suco de laranja brasileiro de uma tarifa adicional, garantindo maior competitividade ao produto nacional no principal mercado consumidor. A medida fortaleceu a atratividade da produção sul-mato-grossense.
Com a realização de grandes eventos voltados ao setor e a consolidação de políticas públicas voltadas à cadeia produtiva, 2025 marcou o ano em que Mato Grosso do Sul se firmou como nova fronteira da citricultura brasileira, ampliando oportunidades econômicas e fortalecendo o desenvolvimento regional.
Com informações de Capital News.
