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Produtores seguram vendas e apenas 22% da soja de MS foi comercializada até dezembro

Queda nos preços, instabilidade climática e incertezas do mercado externo influenciam decisões na safra 2025/2026.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
26/12/25 às 09h37
Foto: Arquivo Hojemais Três Lagoas

A comercialização da soja em Mato Grosso do Sul segue em ritmo lento. Até o dia 15 de dezembro, apenas 22,3% da safra 2025/2026 havia sido vendida pelos produtores, segundo levantamento da Granos Corretora divulgado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho). O índice representa queda de 10,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior.

Mesmo com condições consideradas favoráveis no campo, os produtores têm adotado postura cautelosa diante da queda nos preços e das incertezas climáticas. O plantio foi concluído em 13 semanas, uma semana antes da média dos últimos cinco anos, e 85,7% das lavouras estão em boas condições, enquanto 12% são avaliadas como regulares e 2,3% como ruins.

A estimativa inicial aponta produção de 15,195 milhões de toneladas na safra 2025/2026, com produtividade média projetada de 52,82 sacas por hectare. A área cultivada alcançou 4,794 milhões de hectares, crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do bom desempenho agronômico, os preços seguem pressionados. No dia 15 de dezembro, a saca de 60 quilos foi cotada, em média, a R$ 124,69 em Mato Grosso do Sul, representando queda de 7,42% na comparação anual. A maior retração foi registrada em Chapadão do Sul, com recuo de 1,60%. Em municípios como Campo Grande, Dourados e Maracaju, as cotações oscilaram pouco ao longo do mês.

No mercado internacional, o cenário também foi de desvalorização. Na Bolsa de Chicago, todos os contratos futuros acompanhados até meados de dezembro apresentaram queda. O contrato para janeiro de 2026 fechou cotado a US$ 10,71 por bushel, com recuo de 1,47%.

Além do mercado, o clima também pesa nas decisões dos produtores. A previsão indica volumes de chuva entre 400 e 800 milímetros entre dezembro e fevereiro, com distribuição irregular em Mato Grosso do Sul. O período coincide com a fase reprodutiva da soja, considerada decisiva para a produtividade.

Dados do Índice Padronizado de Precipitação apontam intensificação da seca nas regiões norte e no Bolsão, com déficit hídrico em curto e médio prazo. Já áreas do Centro-Sul e do Pantanal apresentam volumes próximos ou acima da média histórica, o que reforça o cenário de instabilidade climática no Estado.

 

Com informações de Campo Grande News.

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