Com uma rotina intensa de treinos e competições, Ana Carolina dos Santos,
de 24 anos, é atleta de vôlei de praia de Três Lagoas e é um dos nomes que vêm se consolidando na modalidade a nível nacional. Representando a cidade e o país em diversas competições, ela já tem pela frente dois importantes compromissos: o TOP 16 Brasileiro em Aracaju, em maio, e novamente a disputa do TOP 16 em Cuiabá, prevista para julho.
“Comecei jogando vôlei de quadra nos jogos escolares e logo depois conheci o vôlei de praia. Me apaixonei logo de cara”, relembra a atleta, que viu a mudança de modalidade transformar sua vida.
A rotina de Aninha, como é conhecida, é puxada. Para manter o alto nível de desempenho, ela treina com bola na areia às 8h, em alguns dias também às 13h30, e às 16h15 cumpre a sessão de musculação. Às terças e quintas, os treinos são ainda mais completos, com preparação física e técnica combinadas.
“Fico muito feliz de ser espelho para os atletas daqui da minha cidade. É sinal que todo esforço e trabalho estão dando certo. Só tenho a agradecer aos profissionais que estão comigo diariamente para esse trabalho acontecer”, afirma com orgulho.
Entre suas conquistas, Ana diz se orgulhar de todas, principalmente pela dificuldade enfrentada em cada uma delas. No entanto, um título tem lugar especial em sua trajetória: o campeonato brasileiro adulto, vencido pela primeira vez.
Em novembro de 2024, Aninha conquistou o título do Aberto da 10ª etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, promovido pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), no Rio de Janeiro.
(Foto: Arquivo Pessoal)
São vários momentos em que esse esporte marcou sua vida. Um grande momento foi quando representou o Brasil pela primeira vez nas Olimpíadas da Juventude.
Desde os 14 anos, Ana é treinada por Ana Rita, técnica que ela considera uma amiga e grande parceira de jornada.
“Sei que posso contar com ela sempre. Falo que passo mais tempo com ela do que com minha mãe. Ela me entende muito bem, e essa relação vem sendo construída há anos.”
Segundo Aninha, a sua família sempre a apoiou desde o início.
“Venho de uma família praticante do esporte. Meu irmão é atleta de atletismo e educador físico, meu outro irmão jogou vôlei também, e o outro ainda joga. Então todo mundo é do meio e super torcem e apoiam.”
Inspiração para outras meninas
Perguntada sobre que conselho daria para outras meninas que sonham com uma carreira no vôlei de praia, Ana Carolina é direta e motivadora:
“Eu falaria para não desistir nunca dos seus sonhos. Lá atrás, eu nunca imaginei jogar e estar entre as melhores do Brasil. E hoje, quando olho para tudo isso, penso: se eu tivesse desistido, não estaria vivendo tudo o que o vôlei me proporciona. Até mesmo as derrotas, que hoje vejo como aprendizado, fizeram parte. O esforço valeu a pena.”