O Judô Clube Três Lagoas recebeu na manhã desta terça-feira – dia 5 - a doação de um violão personalizado e autografado pelo cantor e compositor Renato Teixeira. A contribuição veio por meio do Projeto Social “Violão dos Famosos” idealizado pelo três-lagoense Bruno Patrezi.
Segundo Patrezi, o projeto já existe há seis anos e está em sua 14ª edição. Ele explica que adquire o violão com recursos próprios, manda personalizar com a foto do cantor, dupla ou banda e depois o instrumento é autografado pelos músicos quando estão na cidade fazendo show. O violão é doado para entidades que, posteriormente, realizam ações para angariar fundos para a manutenção da instituição.
Assim que tomou conhecimento do trabalho que o Judô Clube Três Lagoas faz com as crianças do município - e de suas necessidades, falta de patrocínio e incentivo - o três-lagoense, que é engajado com ações sociais, se sensibilizou e fez sua parte, doando um violão.
“Infelizmente, muitas coisas boas, como o trabalho maravilhoso realizado pelo Sensei Gleison Sobrinho, não têm incentivo. Por isso, faço um apelo para os responsáveis que tomem a frente e ajudem essas crianças - que são o futuro da nossa cidade e país. Tenho certeza de que o violão será usado, da melhor maneira, para ajudar esses atletas de ouro a realizarem seus sonhos e participarem de campeonatos dentro e fora do estado. Fico feliz de poder contribuir com o esporte em Três Lagoas” - disse Patrezi.
Além do projeto “Violão dos Famosos”, Patrezi realiza, todos os anos, a campanha “ Faça uma criança feliz” que faz a arrecadação de brinquedos que são entregues às crianças carentes no Natal. O três-lagoense também participa de outras ações com o intuito de ajudar os necessitados.
O Sensei Gleison Sobrinho - responsável pelo Judô Clube Três Lagoas - conta que desde 2006, ano em que nasceu o clube, ele sempre está tentando conseguir recursos para cerca de 120 crianças que fazem parte do projeto ‘Judô Amigo’. Participam do programa, crianças de dois abrigos de Três Lagoas - meninos e meninas com problemas dentro de casa, com pais alcoólatras ou até usuários de substâncias entorpecentes.
“O judô é uma forma de essas crianças ocuparem a cabeça e se distraírem um pouco. É a forma que tenho de possibilitar algo a mais a elas. Esse ano, nós tivemos muitos contratempos, entre eles, o caso de duas atletas nossa. Elas se classificaram para o campeonato brasileiro regional; uma infelizmente mudou de categoria e a outra não pode participar por falta de recurso financeiro. Uma joia rara que não pode representar nossa cidade a nível nacional por falta de apoio financeiro” - falou.
Atualmente, o projeto conta com a ajuda de dois patrocinadores - o que é pouco para o número de atletas atendido pelo Sensei.
“Este ano, tivemos ajuda para custear apenas uma viagem, ou seja, patrocínio no transporte, mas não é o suficiente. Cada criança paga anuidade na Federação de Judô de Mato Grosso do Sul – FJMS - sem contar a taxa de participação dos campeonatos e dinheiro para a alimentação. Em 2017, participamos de sete etapas do estadual - Copa MS - sem contar disputas no estado de São Paulo que não conseguimos levar nossos atletas” - desabafou o Sensei.
Sobrinho agradeceu pela doação do violão, que para ele foi como um presente, já que ele é fã do compositor e cantor, conhecido pelas canções Romaria, Tocando em frente entre outras.
“Agora vou estudar qual é a melhor forma de conseguir recurso com o violão para ajudar as crianças do Judô Clube Três Lagoas” - explanou.
O Sensei também promove a inclusão através do esporte. Ele tem, no clube, alunos autistas, hiperativos e com deficiência visual.
Josiane Sobrinho - esposa de Gleison - que também pratica o esporte lembrou-se de que no último campeonato, o Judô Clube Três Lagoas levou dois atletas e os dois subiram no pódio ficando em primeiro lugar, conquistando medalhas de ouro.
“São poucos os alunos que conseguem participar dos campeonatos o ano todo. Esse ano mesmo, quatro alunos que ficaram em segundo lugar no ranking estadual, tiveram de se esforçar e conseguir auxílio financeiro para disputarem todos os campeonatos. Nós deixamos de mandar um atleta para a seletiva nacional por não ter condição financeira. Ele poderia fazer parte da seleção de base sub 18 ou 21, mas lamentavelmente não foi desta vez que pudemos mandar um de nossos atletas” - disse Josiane.
Patrezi pediu para que o Sensei e a esposa não desistam de ajudar as crianças e que continuem com garra e determinação, pois a luta não é fácil. (Colaborou Albecyr Pedro).