José Maria Marín, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), faleceu aos 93 anos na madrugada deste domingo (20), em São Paulo.
O dirigente, que liderou a entidade durante a Copa do Mundo da FIFA, em 2014, foi internado no Hospital Sírio-Libanês após passar mal em casa, mas não resistiu. O velório ocorrerá às 16h, no horário de Brasília, em São Paulo.
Presidindo a CBF de março de 2012 a abril de 2015, Marín foi uma figura central no escândalo internacional de corrupção conhecido como Fifagate. Ele foi preso na Suíça, a pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e posteriormente condenado pela Justiça americana a quatro anos de prisão em regime fechado, além de dois anos em liberdade condicional. A sentença incluiu ainda uma multa de US$ 1,2 milhão e o confisco de US$ 3,3 milhões. Em 2020, devido a questões de saúde, Marín foi libertado e retornou ao Brasil.
Além de sua atuação na CBF, Marín teve uma carreira política em São Paulo, sendo vereador, deputado estadual e vice-governador, chegando a assumir o governo em 1982. Ele também foi presidente da Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988 e chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 1986 no México.
A causa da morte não foi divulgada, mas em 2023, Marín sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Como uma figura pública polêmica, um dos episódios emblemáticos de sua carreira foi quando foi flagrado colocando no bolso uma medalha destinada aos jogadores do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, em 2012.
