Além das transformações físicas, a paciente passa por uma série de mudanças psicológicas que influenciam em sua autoestima; em muitos casos, ocasiona em uma nova gestação em um curto intervalo de tempo. Para evitar esta situação, a médica defende o implante do DIU após o parto.
As pacientes atendidas no município são submetidas a consultas com psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, advogados e educadores sociais para que passem por um processo de aceitação da gravidez. Para o Psicólogo Luís Fernando Fochi, uma mãe que tem resistência à gestação pode se tornar uma adolescente negligente aos direitos do filho.
De acordo com a Assistente Social Mel Santos, não existe uma estatística de adolescentes grávidas no município; o que se tem é a percepção na diminuição do número de casos.
Na última quarta-feira (6) o governo do estado lançou a campanha alusiva à semana nacional de prevenção da gravidez na adolescência. A iniciativa é uma resposta à lei nº 13.798 sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro (PSL) e subscrita pela Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves - que acrescenta ao estatuto da criança e do adolescente o artigo 8º A, que institui o dia 1º de fevereiro para o início da semana nacional de prevenção à gestação precoce.