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Após reivindicações, Curso de Medicina da UFMS apresenta avanços significantes

Após a longa novela pela qual o Curso de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) passou nos últimos anos, as melhorias e avanços que os alunos, docentes e autoridades têm conseguido, está cada vez mais consolidando o curso em Três Lagoas.

Hojemais de Três Lagoas - Iolanda Carvalheiro
12/03/18 às 08h41
(Albecyr Pedro)

Após a longa novela pela qual o Curso de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) passou nos últimos anos, as melhorias e avanços que os alunos, docentes e autoridades têm conseguido, está cada vez mais consolidando o curso em Três Lagoas.

Entre as reclamações que os alunos apresentavam estava a de não terem local próprio para práticas médicas, estágio, a falta de professores que atuavam como médicos e a possível transferência dos alunos para outra unidade da UFMS que conta com estrutura de Hospital Universitário. Graças à intervenção do deputado estadual Eduardo Rocha (MDB), que mobilizou outros políticos, tais questões foram resolvidas e tem contribuído para que, cada vez, menos alunos desistam e mais pessoas admirem a faculdade e apresentem interesse em cursar Medicina.

Hoje os alunos têm a oportunidade de atuar no Hospital Auxiliadora, de realizar todas as práticas médicas necessárias para o total aproveitamento do curso, além de terem professores médicos concursados atuando e outros médicos como colaboradores das atividades.

O Hojemais entrou em contato com o CAMDPO (Centro Acadêmico de Medicina Dercir Pedro de Oliveira), que contou como está a situação atual dos alunos que frequentam o curso.

A evasão dos alunos tem diminuído ano a ano por conta da melhoria do curso de forma geral e de sua estruturação.

Após concurso e divulgação de mídias, o curso conta com aproximadamente 35 professores, sendo eles médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, enfermeiros, biólogos e biomédicos concursados que têm se mostrado, cada vez mais, dedicados para ajudar o curso a crescer. Recentemente, mais um concurso, para 16 vagas de professores médicos, foi realizado pela UFMS, em diversas especialidades; dessas, 14 vagas foram preenchidas pelos candidatos.

Conforme informação disponibilizada pelo Centro, as aulas ocorrem por método PBL (Aprendizagem baseada em Problemas), ao qual o aluno desenvolve conhecimento e competências médicas através de casos clínicos.

Um dos acadêmicos, membro do CAMDPO, diz em entrevista que, além disso, são aplicadas diversas outras metodologias ativas, como apresentação de seminários e debates em sala de aula: "sempre trazendo o aluno o mais próximo possível da prática médica, que também é voltada para a humanização da medicina".

Tais fatores têm contribuído para que as pessoas queiram permanecer em Três Lagoas no curso de medicina, em vez de cursar algo fora, mesmo que seja mais próximo de casa. Muitos alunos que fazem Medicina não são de Três Lagoas ou de cidades próximas.

“Vale a pena se dedicar e formar em uma universidade federal de qualidade” - comenta o acadêmico.

Conforme informações do Centro, o curso será definitivamente consolidado com a entrega do Hospital Escola, funcionando diretamente para as práticas universitárias. 

“O Hospital Auxiliadora está sendo extremamente importante nesse período - assim como nossos vereadores, o prefeito da cidade, os deputados e outras autoridades que se movimentaram para fazer nosso curso crescer ainda mais. Estamos muito agradecidos e esperamos sempre poder contar com o poder público; afinal, esse curso só traz benefícios para a cidade de Três Lagoas e para o estado de Mato Grosso do Sul” - conclui o aluno.

Protestos na Câmara

Em novembro de 2017 os alunos do curso de medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) de Três Lagoas lotaram a Câmara de Vereadores, durante sessão. 

O objetivo dos acadêmicos era de apresentar Carta Aberta onde é relatada a insatisfação com o curso. Vestidos de jaleco branco, com nariz de palhaço e segurando faixas com mensagens de protestos, alunos esperavam respostas.

Após protesto, matérias e atenção da mídia e autoridades, o contrato da UFMS com o Hospital Auxiliadora caminhou, e um acordo foi firmado, onde os acadêmicos podem realizar as práticas médicas e o estágio. Apesar das conquistas, os alunos continuarão batalhando para que o curso se mantenha em evolução e com excelência de ensino.

Intervenção de Eduardo Rocha

Sensibilizado com o problema dos acadêmicos, o deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) mobilizou as diversas autoridades no sentido de viabilizar o estágio. 

Em reunião na Secretaria de Saúde do Estado, no final do ano passado, sob o comando do secretário Carlos Coimbra, após intermédio do deputado estadual Eduardo Rocha, ambos se encontraram com o prefeito Ângelo Guerreiro, o reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Marcelo Turine e o diretor do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, Marco Calderon, para tratar sobre a questão do estágio dos alunos de medicina da cidade.

Para viabilizar a realização do estágio, o deputado direcionou R$ 150 mil de emenda parlamentar. Outros R$ 150 mil serão assegurados pelo Governo do Estado e haverá também contrapartida da Prefeitura de Três Lagoas. Para o deputado Eduardo, essa conquista representa “a força da nossa terra e da nossa gente” - e conclui: “não podemos aceitar que Três Lagoas venha perder nada”.

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