Os crimes aumentaram no ano de 2017 em Três Lagoas, com destaque para os casos de homicídio e feminicídio. Em um balanço feito pela reportagem do Hojemais - através da Polícia Civil - constatou-se que o total de crimes de homicídio em 2016 foi de 17 contra 24 em 2017. Confira a tabela no final do texto.
O crime de feminicídio que caracteriza assassinato praticado contra mulheres em razão do gênero teve somente dois registros em 2016 e, em 2017, subiu para cinco ocorrências, assumindo a parcela de 27,78% dos 18 casos registrados no Mato Grosso do Sul.
O tenente-coronel James Magno de Morais Silveira, do 2º Batalhão da Polícia Militar de Três Lagoas, revela à reportagem que grande parte desses crimes foi de homicídio passional e desacerto de conta entre os próprios bandidos.
“Nós temos duas situações bem específicas de homicídios; parte deles foi cometida em casa - o que chamamos de homicídios passionais, que envolvem esposa, marido, irmão, parente, amante e assim por diante. A outra parte é de desacerto entre os criminosos” - diz.
O coronel ainda ressalta que se trata do delito mais difícil de prever e de prevenir; são situações que independem do trabalho de patrulhamento da polícia.
“A Polícia continua fazendo seu patrulhamento e nós conseguimos diminuir outras estatísticas como furto e roubo – mas, o homicídio é muito difícil de prever. Então trabalhamos mais com a repressão após os acontecidos” - diz.
Apesar de ser um crime imprevisível, Três Lagoas tem uma das taxas mais altas de elucidação de homicídios do Brasil - 87% dos casos do município são esclarecidos. “A investigação é bem feita pela Civil e a Polícia Militar apoia no sentido da repreensão imediata” - destaca.
Violência doméstica
O medo do agressor é um dos fatores que impedem que as mulheres denunciem a violência doméstica. No ano de 2017 os índices de registro de boletins de ocorrência aumentaram na Delegacia de Atendimento à Mulher, em Três Lagoas. De acordo com o coronel Magno, o aumento pode estar relacionado ao fato de que algumas mulheres estão perdendo o medo de denunciar os companheiros.
“A mulher deixou de ter medo de denunciar; então, praticamente triplicou a quantidade de boletins; mas, não sabemos se isso se deve ao aumento propriamente dito ou se foram as mulheres que deixaram de ter aquele receio de denunciar o marido” - diz.