Para ser uma mulher poderosa não precisa ter um ‘corpão’ ou apenas um rosto lindo, para ser poderosa você precisa acreditar em você e correr atrás dos seus sonhos e realizá-los. E em busca da realização de mais um sonho, cinco amigas se reuniram e sem perder tempo seguiram o caminho que as levariam até a grande realização. Afinal cada momento de busca é um momento de vida e de energia.
Competentes, determinadas, batalhadoras, amigas, fortes, emotivas, vencedoras, românticas, belas, inteligentes, estilosas, encantadoras, sensíveis, sedutoras, dedicadas essas são algumas das qualidades das amigas Renata de Albuquerque, Ceci Lima, Bruna Carol Araújo S. Oliveira, Daniele Cristina Marques Gomes Pego, Aline Santos e Aurea Rafaela Dias de Figueiredo que no dia 31 de dezembro participaram juntas 93ª Corrida Internacional de São Silvestre.
As cinco participam do grupo de corrida Runners Pro Saúde Três Lagoas (corrida de rua) e também do Caveiras da Cascalheira (corrida de montanha).
Segundo Renata de Albuquerque, não fica nada barato essas corridas, principalmente essas mais longe e as mais visadas.
“Temos gastos com inscrições, transporte, hospedagem e alimentação. Mas mesmo assim não desistimos, conseguimos patrocínio integral das empresas VF de Lima Consultoria e MVL Eletricidade e Serviços Ltda. Sem esse apoio nada disso seria possível e lá fomos nós realizar esse sonho”, falou
Renata conta que esse sonho que agora virou meta. “Essa só foi à primeira de muitas que com certeza iremos participar. Nossa próxima parada esse ano será a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Com fé em Deus”, disse Renata.
Bela e poderosa, Renata se apaixonou pela corrida tem pouco mais de um ano.
“Sempre pratiquei esporte, mas correr nunca foi uma paixão. Até que um grande amigo que corre me convidou a correr e me incentivou, apoiou nisso. Fui indo devagar, quase parando, avançando sempre um pouquinho mais. E de repente percebi que eu era capaz e me desafiava mais a cada treino, a cada prova. E hoje não consigo me ver sem correr. Virou paixão, estilo de vida. E nesse tempo conquistei alguns troféus, medalhas. Alguns pódios”, explanou
'Rê' lembra que antes não corria nem 200 metros, hoje já se superou em 22 km.
“A emoção maior foi participar dessa grande festa. A Corrida São Silvestre. Quando eu me vi lá o que passava pela minha cabeça: Meu Deus! Eu hoje estou aqui. Eu não estou vendo pela TV. Isso é real? É pura energia, é de arrepiar”, revelou
Renata continua falando da realização do seu sonho.
“A emoção é fortíssima, pois você encontra milhares de atletas, pessoas super preparadas outras nem tanto. Encontra idosos, pessoas com deficiência física e aí você percebe que nada é impossível, basta você gostar, ter vontade. E lá todos somos iguais, unidos pelo amor à corrida, ao esporte e ao bem que isso nos proporciona. Esse é outro benefício, na corrida ela me trouxe grandes amizades”, narrou
'Rê' aconselha aos que tem vontade de correr começar com um acompanhamento e orientações profissionais. Porque correr não é só por um par de tênis e sair por ai. Correr também exige cuidados especiais.
Determinada e encantadora Bruna Carol, corre há um ano. Ela sempre teve problemas respiratórios, porém isso nunca a impediu correr. Desde que começou a correr, ela é praticante assídua do esporte.
“Correr é algo revigorante, correr com amigos é algo mais estimulante ainda, então à corrida nos proporcionou amigos e momentos únicos, aumentando a nossa qualidade de vida. Participar da São Silvestre era um sonho distante que pode ser realizado. Sonho que envolve um misto de sentimentos, superação, garra, alegria, amizade, amor pela corrida e estarmos todas juntas só completou a felicidade”, destacou Bruna.
Romântica e vencedora, Ceci Lima começou na corrida no final de 2014.
“No começo foi um pouco difícil, mas a gente acaba viciando e não pensei que com minha idade, 59 anos, fosse conseguir vencer uma corrida. Mas graças a Deus venci várias. E a São Silvestre foi um sonho realizado. Foi uma experiência maravilhosa, uma sensação indescritível, você estar no meio de tanta gente (30 mil pessoas), fazendo o que gosta e ver várias pessoas assistindo e incentivando pra você seguir em frente, não desistir. Não tem sensação melhor que esta. Foram 15 km de alegria e felicidade, e agora torcer para estarmos na de 2018”, finalizou.
Em São Paulo, elas também encontraram outras pessoas participantes do grupo de corrida, mas que foram de forma isolada.