Uma madrugada de tensão e emoção marcou o início deste domingo (19) no Pantanal do Paiaguás, em Mato Grosso do Sul. Por volta das 3h, um homem ligou desesperado para a Central de Operações do Corpo de Bombeiros de Corumbá, relatando que sua esposa, grávida de nove meses, havia entrado em trabalho de parto em uma região de difícil acesso, a cerca de 160 quilômetros da área urbana.
As contrações estavam cada vez mais intensas, acontecendo a cada cinco minutos. Pouco tempo depois, o homem voltou a ligar: a cabeça do bebê já coroava, e o nascimento era iminente.
Na central, o cabo Gilberto, rádio-operador de plantão, manteve a calma e iniciou o protocolo de atendimento remoto. Com instruções firmes e precisas, ele orientou o pai a higienizar as mãos, preparar panos limpos e amparar a cabeça e os ombros da bebê com cuidado.
O parto aconteceu ali mesmo, em plena natureza pantaneira. Logo após o nascimento, a recém-nascida chorou forte, sinal de que estava saudável. O bombeiro continuou guiando o pai, explicando como esterilizar uma tesoura, cortar o cordão umbilical a cerca de 15 centímetros do umbigo e amarrá-lo com linha de nylon, além de reforçar a importância de manter o bebê aquecido.
Com o choro da bebê ecoando pelo Pantanal, o alívio tomou conta da família. Ao amanhecer, um helicóptero do Esquadrão de Helicópteros da Marinha do Brasil (EsqdHU-4) foi enviado de Corumbá para resgatar mãe e filha, levando-as em segurança até a maternidade da cidade.
O Corpo de Bombeiros destacou a ação como exemplo de atendimento remoto eficaz e de preparo técnico dos militares, que garantiram o nascimento seguro mesmo diante de condições extremas.
*Com informações do Campo Grande News
