Cientistas brasileiros que são referência em edição genética e xenotransplantes viram com otimismo a notícia de que cirurgiões em Nova York conseguiram realizar, pela primeira vez, um transplante de rim de um porco para uma paciente humana sem que houvesse rejeição do órgão.
No Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) planejam seguir o mesmo caminho. O cirurgião e professor emérito da Faculdade de Medicina da USP Silvano Raia avalia que a técnica deve mudar completamente o modo como os transplantes são feitos hoje. Aos 91 anos, Raia faz a análise com a autoridade de quem foi o primeiro cirurgião do mundo a realizar um transplante de fígado com um doador vivo, em 1988.
