A Mobilização Nacional de Identificação e Busca de Pessoas Desaparecidas foi oficialmente lançada em Mato Grosso do Sul na última terça-feira (27), na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Campo Grande.
A iniciativa, que ocorre simultaneamente em todo o país, é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio do Governo do Estado, e tem como principal objetivo coletar material genético e impressões digitais de familiares de desaparecidos.
Em Mato Grosso do Sul, a campanha é coordenada pela Polícia Civil, por meio da DHPP e da Polícia Científica, via Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).
A primeira fase, que se estende até 30 de agosto, visa à coleta de amostras de DNA de familiares de desaparecidos. No estado, há 15 pontos de coleta, com mais de 300 espalhados por todo o Brasil.
A segunda etapa focará na coleta de impressões digitais e material genético de pessoas vivas cuja identidade é desconhecida. Todos os dados coletados serão armazenados nos Bancos Estadual e Nacional de Perfis Genéticos, que realizarão o confronto automático com as amostras dos familiares de todo o país, segundo a DHPP.
Por fim, será realizada a pesquisa de impressões digitais de corpos não identificados armazenadas em cada unidade federativa, na etapa conhecida como análise do passivo (backlog). Esses dados serão comparados com os registros existentes nos bancos de biometrias.
Essas informações integrarão a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Desaparecidos em Mato Grosso do Sul
Em 2023, foram registradas 1.468 ocorrências de desaparecimento no Mato Grosso do Sul, sendo a maioria de adultos (630) e homens (950). Este ano, já foram registrados 803 desaparecimentos.
