A Casa do Trabalhador de Três Lagoas está criando uma comissão de direitos trabalhistas e humanitários aos haitianos residentes em Três Lagoas. O objetivo segundo Welton Alves, diretor da agência pública de empregos, é fazer uma intermediação entre a mão de obra dos funcionários haitianos e o setor industrial do município.
“Temos acompanhado as dificuldades e necessidades deles aqui na Casa do Trabalhador, todo dia quando abrimos as portas às sete horas da manhã, eles já estão aqui. Abrimos um diálogo e percebemos que falta muita coisa para que eles possam ser inseridos no mercado de trabalho, falta organização, conscientização”, pontua.
O diretor explica que um dos fatores para o desemprego advém de um fato isolado em determinada empresa, que se transformou em uma situação generalizada.
“Tiveram dois haitianos que não foram bem-sucedidos em algumas indústrias e através desse fato - de um número tão reduzido - estão generalizando um comportamento micro que eles trouxeram para o macro, o que vem causando uma disfunção social”, conta.
A falta de dados estatísticos a respeito de imigrantes dificulta a organização para o encaminhamento dos trabalhadores às empresas, de acordo com Alves, com a comissão será possível ter um retrato mais específico da imigração em Três Lagoas.
“Estamos aqui para montar uma comissão e darmos um pouco de dignidade aos nossos imigrantes. Lembrando que essa não é uma comissão com intuito jurídico é na informalidade mesmo, para em breve formalizarem e podermos ter um pouco mais de voz ativa no nosso município”, finaliza.