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Casos de doenças respiratórias crescem 50% em Três Lagoas

Tempo seco é um dos fatores que agrava as doenças.

Julia Rafaela - Hojemais Três Lagoas
25/08/19 às 12h36

A umidade relativa do ar tem atingido baixos índices nos últimos tempos. No último dia 16 de agosto, por exemplo, o município registrou o dia mais seco do ano, com 19%. A previsão deve continuar baixa, devido estarmos a 46 dias sem chuva, dados revelados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), sendo considerado um momento de alerta para a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As consequências do tempo seco para a saúde são ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz, favorecendo atuação de agentes infecciosos como vírus e bactérias e agravamento de doenças respiratórias.

A reportagem conversou com médico pneumologista Dr. Douglas Henry Borges, que destacou algumas doenças que tendem a se desenvolver com a baixa umidade. São elas: rinite alérgica e bronquite asmática, sendo as mais comuns, além de pneumonias e sinusite. 

Embora toda a população sofra com o tempo seco neste período, crianças e idosos acabam sendo os mais afetados, explicou o pneumologista, principalmente aqueles que já algum tipo de doença crônica. Mas existem algumas medidas que podem ser tomadas para controlar esses possíveis incômodos, pois a baixa umidade favorece as crises. 

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“Nessa época do ano é comum que a umidade relativa fique fora do que o habitual, mas para amenizar as reações é necessário ingerir muito líquido, usar umidificadores de ambiente, manter a casa arejada, ter cuidado com a pele, hidratando sempre que necessária. A prática de esportes deve ser feita antes das 10h ou após 16h, quando praticadas ao ar livre, o uso de protetor solar é essencial, sendo ações essas que auxiliam no enfrentamento dessas temporadas” – afirmou o médico. 

Henry ainda destacou o fato de que Três Lagoas é uma região naturalmente seca, mas nesse período, há um aumento nos de casos de doenças respiratórias, tendo um acréscimo de mais de 50% no número de consultas em clínicas especializadas e nas emergências dos hospitais.

“Além das doenças respiratórias, o tempo seco ainda pode desencadear a desidratação e as dermatites, diante desse cenário a dica é uma boa hidratação e uma alimentação vigorosa” – finalizou o médico. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, também há um aumento nos casos de acidentes vasculares cerebrais. O sangue fica mais denso com a baixa umidade do ar, facilitando um possível "entupimento" dos vasos sanguíneos.

Segundo o Inmet, o volume de chuva esperado para o mês de agosto é de apenas 21 milímetros, devido algumas pancadas que ocorreram em alguns bairros durante o mês. Ainda assim os números são insuficientes para contar nos dados pluviométricos e aliviar as sensações causadas pelo tempo seco. 

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