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Clandestinos disfarçados de Uber causam prejuízos a taxistas de Três Lagoas

Ilegais cobram 20 reais por corrida para qualquer ponto da cidade

João Maria Vicente
10/01/18 às 08h42

Tirar de circulação os clandestinos que transportam passageiros como se fossem motoristas do Uber. Esta é uma das metas da nova diretoria da Associação de Taxistas de Três Lagoas, eleita no dia 22 de dezembro último e que tem Air Spinola Costa como presidente. Ele foi eleito com 27 votos dos 52 taxistas inscritos. Três votaram contra. 

Além dos assaltos, que têm sido comuns, Air está preocupado com a falta de segurança no terminal rodoviário, onde funciona um dos seis pontos de taxis existentes no município. O local é frequentado por usuários de droga e por pedintes que, além de incomodar, representam perigo aos passageiros e taxistas. “De madrugada, eles ficam brigando e atirando objetos, que podem acertar nas pessoas” - reclamou. 

A ideia é viabilizar o monitoramento do local por meio de câmeras, em parceria com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que administra o terminal. Para tanto, disse contar com o empenho dos vereadores Sargento Rodrigues (PSC), Renée Venâncio (PSD) e Davis Martinelli (Pros).

Outra meta é a estruturação dos pontos, o que pretende fazer por meio de parceria com a iniciativa privada. A primeira ação, conforme explicou, será a cobertura do ponto do aeroporto, que terá custo zero para a associação. O serviço será realizado por um empresário que se sensibilizou com a situação dos taxistas que ficam expostos às intempéries.

“Vamos buscar também a unidade e benefícios para os taxistas e família, por meio de convênios com o comércio e outras empresas locais - como postos de combustíveis e farmácias - bem como plano de saúde” - relatou. 

Por fim, enfatizou que a diretoria está no mesmo propósito de união de ideias e atitudes, “onde todos se manifestaram em arregaçar as mangas e trabalhar em prol da classe”. 

CLANDESTINOS

Em relação aos clandestinos, Air reclamou que eles fazem corridas a 20 reais para qualquer ponto da cidade e que fazem divulgação do serviço ilegal via redes sociais, como se fossem Uber. Ele lembrou que, graças a uma lei criada na legislatura passada, pelo ex-vereador Klebinho, o serviço de Uber está proibido na cidade.

Segundo o presidente, o prejuízo que a categoria sofre, pela concorrência desleal, é grande. “Nós pagamos alvará, taxa do Inmetro para aferição anual do taxímetro e temos de estar sempre atualizados através de cursos” - explicou.

DIRETORIA

Presidente - Air Spinola Costa; vice - Geraldo Nunes de Oliveira; 1º secretário - Marco Antônio de Souza; 2º secretário - Aparecido Barbosa dos Santos; 1º tesoureiro - Paulo Rodrigo de Queiróz Barbosa; 2º tesoureiro - Marcio Leal Rodrigues; 1ºdiretor social - João Diniz Neto e 2º diretor social - Reginaldo Pereira Prado.

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Air Spinola, presidente da Associação de Taxistas (Reprodução)
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