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Com 82 anos, ‘Vovó do Gole’ encanta clientes pela simpatia

Com muita vitalidade, Dona Maria garante que não vai parar de trabalhar tão cedo

Da Redação
20/05/19 às 09h07
Dona Maria organiza, limpa e prepara as porções sozinha. (Francis Leone)

Ela abre seu bar todos os dias às 7 horas da manhã. Começa as atividades de arrumação, limpeza e organização do estabelecimento para atender aos clientes até 9, 10 ou mesmo, meia noite, dependendo do movimento. A tarefa, muitas vezes, já não é fácil para um jovem empreendedor. Mas a

Dona Maria Alves de Souza, de 82 anos, conhecida como “Vovó do Gole” não tem funcionários. Ela faz tudo sozinha e é impressionante que, apesar da idade avançada, o corpo e, sobretudo, a cabeça permanecem jovens e ativos. Entretanto, “Vovó do Gole” tem uma ajudante no mínimo inusitada: Suzi, uma cachorrinha que a avisa quando chega alguém ao estabelecimento. “Às vezes, estou lá pra dentro e quando chega gente, Suzi já me alerta. Ela late quando o cliente aparece.”

Segundo o site O Pantaneiro, o apelido “Vovó do Gole” foi à própria clientela quem o criou.

Dona Maria, toca o bar Santa Fé, localizado na Rua Manoel Murtinho, em Anastácio, há 45 anos, quase meio século

“Vou fazer 83 já. E nesses 45 anos com o bar, são só alegrias. Graças a Deus, tenho muitos clientes e vem gente até de fora da cidade para prestigiar”, relata com brilho nos olhos. Mas de onde surgiu esse “Me chamam de ‘Vovó do Gole’ porque todo mundo gosta de vir ao bar para tomar um gole. Aqui a cerveja sempre está gelada. Um rapaz conhecido por ‘Fumaça’ me chamou assim e o negócio pegou. O pessoal vem, tira foto comigo, é uma beleza”, conta com bom humor e até mesmo certo orgulho pelo apelido de guerra que lhe foi dado.

História de vida

Dona Maria relembra como foi no início. Há 45 anos ela teve a ideia de abrir o bar. “Eu mesma montei tudo, fiz sozinha, construí tudo”. Hoje, com uma vida recheada de histórias e de muito trabalho, viúva e mãe de 6 filhas, ela não quis parar com as atividades.

Vovó do Gole conta que as filhas se preocupam, já que sempre trabalha mais de 12 horas por dia. “Elas não querem que eu trabalhe mais. Mas eu gosto tanto. Sinto falta dos meus clientes”, diz com a convicção de quem faz o que faz por amor.

A dona do Santa Fé assegura que não tem o que reclamar dos clientes, que após todos esses anos, permanecem fiéis. “Todos são muito bons comigo, nunca me ofenderam.”

No bar Santa Fé há uma variedade de produtos de mercearia, cerveja gelada, porções e comidas típicas, como arroz carreteiro e galinhada. “Eu me preocupo com os clientes, porque eles não podem comer uma coisa só”, rebate. Quanto aos preços, tem porções de 15, 20 e até trinta reais, mas é porque são as mais reforçadas.

Dona Maria tem uma mesa de sinuca e o espaço para confraternização dos clientes é na calçada. “Durante o dia, as mesas ficam aqui dentro, mas à noite coloco tudo lá fora e fica bonito que é uma beleza. O pessoal faz aquela rodona.”

O aconchego do local está justamente em sua simplicidade. O largo sorriso de Dona Maria já é, por si só, um convite à alegria, a quem procura um local descontraído, mas sem a bagunça típica dos bares triviais. O ambiente é familiar. “Aqui o pessoal faz cantoria e pode trazer violão, desde que não tenha briga”.

*As informações de Francis Leone do jornal O Pantaneiro

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