Uma das obras mais esperadas e emblemáticas de Três Lagoas, o contorno rodoviário, deve ser entregue até maio de 2024.
A divulgação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que confirmou que o serviço já está em andamento desde maio deste ano, quando o Ministério dos Transportes liberou mais de R$ 157 milhões. Os recursos foram destinados à empresa vencedora da licitação: a S.A. Paulista.
O contorno rodoviário será responsável em desafogar o fluxo de caminhões e carretas da área urbana do município, principalmente na avenida Ranulpho Marques Leal, que recebe todo o tráfego de quem entra ou sai do Estado.
As obras devem contemplar, inicialmente, 26,46 quilômetros de rodovias e vão permitir a diminuição do fluxo diário de carretas que transportam a madeira responsável pela produção da celulose, nas fábricas sediadas no município.
Conforme o superintendente do DNIT, Milton Rocha Marinho, equipes da empresa vencedora da licitação já trabalham no local, executando a topografia. Ele confirmou que, já nos próximos dias, começará a terraplanagem e os serviços de fundação em trechos das rodovias BR-158, BR-262, além de estradas vicinais em algumas propriedades rurais do município.
O contorno rodoviário prevê a implementação de pistas duplas nas rodovias, sinalização vertical e horizontal, serviços de drenagem e pavimentação, bem como a construção de oito viadutos nos seguintes locais: sobre a rua Trajano dos Santos; sobre a linha férrea; sobre a BR-262/MS; sobre a BR-158/MS; sobre o Córrego da Onça; sobre a rua Jupiá e sobre a linha férrea.
Neste momento, os funcionários também executam o processo de levantamento para a desapropriação das famílias que vivem na área de 70 metros de largura, onde passará o contorno rodoviário. Esta região, chamada ‘área de domínio’, deverá ser desocupada conforme as obras forem avançando. Ao todo 17 famílias serão desapropriadas, conforme aponta o DNIT.
O superintendente do órgão reforça que estes moradores terão que apresentar os documentos concedidos pela prefeitura de Três Lagoas, na época em que receberam os lotes. Uma empresa especializada foi contratada exclusivamente para o processo de desapropriação. As indenizações valem apenas para as benfeitorias realizadas nas propriedades como residências, poços, plantações e outras.
Com a entrega do contorno rodoviário, o escoamento da produção, principalmente até os portos de Santos e Paranaguá, deverá ser realizada por outros modais, trazendo mais conforto, segurança e trafegabilidade aos motoristas de modo geral.
