* Rosildo Barcellos
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) surgiu no governo do presidente Washington Luiz, em 1928, através do Decreto nº 18.323 - que definia as regras de trânsito à época, com a denominação inicial de "Polícia de Estradas". O início do trabalho efetivo coube a um personagem marcante na história da PRF, Antonio Felix Filho, o “Turquinho”, que foi chamado para organizar os “serviços de vigilância das rodovias Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Indústria”. Mormente, de um início aonde o patrulhamento era restrito a três rodovias cariocas, atualmente, a PRF cuida de mais de 70 mil quilômetros de rodovias em todo o Brasil; apreende mais de 150 toneladas de drogas por ano; recupera mais de 2 mil veículos roubados no mesmo período; combate os crimes ambientais, sanitários, fiscais, cibernéticos, de trânsito e tem um índice de aceitação de 85% da população brasileira.
A PRF, é dotada de segmentos, cujos integrantes recebem treinamento especializado para atuar em ações específicas – como em Operações de Controle de Distúrbios, Ações Táticas, Tiro de Precisão, ações em área de caatinga, motopoliciamento, emergências da área de saúde (APH), operações com cães, e instrução de trânsito através de teatro e engajamento junto a unidades escolares, com o Projeto “Educar PRF” e Fetran, que pensa no futuro do trânsito, participa de vistorias em transporte escolar, auxilia ao controle e serviço de batedor para cargas indivisíveis e superdimensionadas, verifica o trânsito de menores e estrangeiros, combate ao tráfico de órgãos, recaptura fugitivos da justiça e orienta os turistas nas suas demandas. Auxilia as operações desenvolvidas pelo Ministério Público e Conselhos Tutelares, Faz fiscalização com "drones", helicópteros, assim como resgate aéreo e desencarceramento de acidentados, resgate de trabalho escravo e pessoas em situação de vulnerabilidade, participa de campanhas de arrecadação de alimentos e agasalhos. Possui instrutores próprios, em mais de 40 disciplinas diferentes, habilitados inclusive em Direção defensiva, escolta de dignatários, libras, lavraturas de termos circunstanciados, (crimes de menor potencial), psicologia das emergências, relações institucionais, perícia de acidentes e Direitos Humanos, voltados para a excelência na formação, treinamento e capacitação dos seus policiais.
Neste contexto, o processo de consolidação da PRF como uma polícia cidadã, reconhecida e respeitada pela sociedade, está diretamente relacionado à qualidade pedagógica construída e aprimorada através das décadas nesta Instituição e com a implementação da Academia Nacional da Polícia Rodoviária Federal, em Florianópolis/SC, hoje Universidade Corporativa PRF, veio a corroborar o processo de diuturna e progressiva modernização na difusão do conhecimento em técnicas policiais e em segurança pública. Ademais, foi pioneira por receber um grupo de 16 policiais haitianos, que, através do Projeto de Cooperação Técnica firmado entre Brasil e Haiti, fizeram parte de capacitações policiais sem precedentes.
A PRF é a única instituição que une o braço do estado e o coração das pessoas, une modernidade e tradição, experiência e habilidade, agindo na proporção exata da imperiosidade. Começou com “Turquinho”, perpetuou com “Toninho do Morro”, PRF Antonino 51 anos de PRF, que atuou no Posto Rancho Alegre no município de Morrinhos e atravessa as décadas com o PRF João Ernando Bezerras do Nascimento, que ingressou na Polícia Rodoviária Federal, em 1975, e tornou-se conhecido por seu destacado trabalho no recolhimento de animais nas rodovias que cortam o Sertão de Pernambuco, aos 75 anos, na Delegacia de Serra Talhada, assumiu grande destaque na missão de retirar animais da rodovia, evitando acidentes.
Nos últimos 5 anos de serviço, ele apreendeu cerca de 500 animais. Além de Wolney de Almeida Lima, ícone operacional na região pantaneira, e com o número de apreensões de carros furtados/roubados/adulterados no Mato Grosso do Sul, ainda não igualado. A sociedade brasileira agradece a esses abnegados construtores da harmonia, da redução de acidentes, e da paz, haja vista que, ainda que poucos, fazem muito, e sempre foi assim, desde o primeiro minuto de todos estes anos.
*Articulista
