O câncer é uma das principais causas de mortes do mundo. De acordo com o relatório Global Cancer Statistics 2020, da Associação Americana do Câncer (ACS) e da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), que reúne dados de 185 países, os tumores são responsáveis pelo óbito de um a cada oito homens. Na população feminina, o número é de uma a cada 11 mulheres.
Em 2021, pela primeira vez, o câncer de mama foi documentado como o mais comum no planeta. O levantamento publicado no início de fevereiro no jornal científico CA: A Cancer Journal for Clinicians ainda aponta tumores de pulmão, colorretal e próstata como doenças de alta incidência.
Apesar de alguns tipos de tumores estarem relacionados a causas hereditárias, segundo os especialistas, em alguns casos, a mudança de hábitos pode minimizar a chance do desenvolvimento da doença, tais como: parar de fumar; evitar o sedentarismo, investir em uma alimentação balanceada e fazer uso de filtro solar.
Além desses cuidados, realizar periodicamente os exames de rastreamento ajuda no diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura.
Foi o caso de Márcia Cristina Alencar de Almeida, de 48 anos que contou para nossa reportagem como descobriu que estava com câncer, “Eu sempre fui muito atenta a minha saúde em uma das minhas consultas de rotina no ginecologista foi descoberto um cisto no ovário, na época meu médico disse que o cisto estava grande mais iriamos observa-lo. Após 20 dias que havia ido à consulta comecei a sentir muita dor, onde eu e meu marido decidimos ir a um médico em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.
Lá na Capital a médica me examinou e constatou que o cisto estava muito grande e logo fui para cirurgia, fui encaminhada a um outro profissional que realizou o procedimento. Durante a operação o médico notou que eu poderia estar com câncer de ovário, o material foi colhido e após exame constatou que eu estava mesmo com câncer.
Fui encaminhado ao oncologista, cheguei com toda a inocência do mundo, pensando que seria apenas aplicada a medicação, mas não era assim tive que ir para a quimioterapia.
Ia para a quimio como se fosse para a festa, exibia minha carequinha, fazia uma bela maquiagem, usava minhas melhores roupas e sapatos, o médico até comentava que eu devia morar no hospital para alegrar as meninas, eu estava tirando de letra meu tratamento, porém durante meu tratamento meu esposo faleceu, um dia após o Natal.
Continuei minha jornada, com Deus e meus amigos e hoje estou curada e muito forte para contar minha história, estou ainda em manutenção, me deixa muito aflita e ansiosa todas as vezes que está perto de ir, mas converso com Deus e ele me acalma”. Concluiu ela.
