Uma mãe jamais imagina que um dia um de seus filhos amados, irá partir antes do esperado, ou que irá para perto de Deus por doença. Dona Catarina é uma dessas mães, que há seis anos perdeu seu filho tão amado por doença maligna.
Arlei Martinez Aranda, tinha 31 anos quando descobriu ter um tumor em sua 3ª vértebra da coluna.
Sempre foi uma pessoa muito ativa, nunca deixou de trabalhar, nem ao menos quando começou a ter dores na coluna. Cada dia mais sentia fortes dores e choques em sua coluna, até que decidiu ir a posto de saúde de Três Lagoas.
“A gente levava ele no posto, mas os médicos sempre falavam que era problema em sua coluna. E ele foi ficando pior, não aguentava mais, sempre falava pra mim ‘mãe, não aguento mais essa dor’”, disse Catarina.
Mesmo tomando os remédios indicados para sua dor na coluna, as dores aumentavam cada dia mães, e seus outros sete irmãos, cinco mulheres e dois homens, decidiram fazer uma “vaquinha”, para poder leva-lo em consulta particular.
Os médicos pediram exames e Raio X, até que foi descoberto tumor em sua 3ª vértebra.
“Nós começamos a ficar desesperados, levamos ele para Campo Grande. Todo mundo estava muito assustado em com medo do que poderia acontecer. Lá o médico falava que tinha de ser feito o tratamento do câncer, mas nós não tínhamos condições de pagar”, falou Catarina.
Assim continuou a ir em postos de saúde em Três Lagoas, até que uma mulher se compadeceu, e pagou tratamento para ele em São José do Rio Preto.
“Nós ficávamos com ele o máximo que podíamos, sempre indo de ônibus”, comentou.
Arlei realizou operação, passou por diversos procedimentos médicos, fez quimioterapia, mas foi ficando cada vez pior e pior.
Catarina conta que os irmãos dele tiveram que carregá-lo diversas vezes, pois já não tinha mais movimentos.
“Ele morava aqui do lado, e sempre vinha aqui pra casa. Os meninos traziam ele de manhã, ele queria ficar aqui, e levam ele de volta à noite, colocavam ele na cama”, afirmou.
Os dias foram passando, chegou o natal, depois o ano novo, e no dia 2 de fevereiro de 2012, Arlei faleceu.
“A gente sofreu demais... Ele era muito apegado à família, sempre era o primeiro a vir em dias de comemoração, sempre estava presente, mesmo morando longe, e agora ele não está mais conosco. E quando chega o Dia das Mães...”, disse Catarina com lágrimas nos olhos.
Arlei deixou mulher e uma filha de 16 anos que mora em Bauru.
Catarina manda uma mensagem para as mães que também perderam seus filhos.
Eu peço para as mães que perderam os filhos, que tenham muita força. A gente tem que ter muita força, a gente pensa que não vai conseguir, mas aguentamos sim, tem que ter força.
Temos que confiar em Deus e ter forças, porque a gente nunca esquece. Ainda mais em tempos de festas, ele era sempre o primeiro a estar em casa, não importa onde ele estava, era o primeiro a vir.
A gente sofre muito, mas a gente tem que ter força e pedir para Deus nos dar saúde para cuidar dos outros filhos. Eles eram em oito, agora são em sete, dois homens e cinco filhas.
Eu peço isso, porque a gente sente muito, e não esquece. Tem que ter força e pedir muito para Deus. Temos que cuidar dos outros filhos.