Cidolina Silva, 59, é professora aposentada, e hoje se dedica a levar sua história à outras mulheres, e conscientiza-las sobre violência contra a mulher.
Cidolina é palestrante ativa em Três Lagoas. Na noite de ontem, (06), marcou presença no evento Mulheres do PT, onde a equipe do Jornal Hojemais esteve presente, e teve a oportunidade de conhece-lá.
Cidolina tem feito diversos trabalhos de conscientização, e espalhado a esperança, "as mulheres não podem se calar; que se valorizem e que se amem, ainda há esperança".
Cidolina foi vítima de violência contra a mulher e sofreu com abusos em seu primeiro casamento.
Aos seis meses de idade, perdeu sua mãe. Após discussão, o pai de Cidolina esfaqueou sua mãe, que morreu na segunda facada. Não contente o pai esfaqueou a mãe por mais sete vezes, sem piedade. Cidolina e seus irmãos ficaram sem o aparo e afago de uma mãe.
Aos seus 18 anos, a militante foi vítima de abusos psicológicos de seu primeiro marido, "não foi nada físico, foi psicológico, que mata a alma", comenta.
Sua maior inspiração foi sua neta. Cidolina tem dois filhos e uma neta. Sua neta, Julia, de nove anos, é quem impulsionou Cidolina a compartilhar sua história e conscientizar as mulheres, "que história eu deixarei para minha neta?".
Os trabalhos da militante não param nem ao menos nos finais de semana, que usa para ir à escolas de Três Lagoas, e conversar com os mais jovens.
Nesta quarta-feira (07), a palestrante estará com mulheres da área rural.
"Eu sou a história viva do feminicídio e da violência doméstica. Meu trabalho então é conscientizar as mulheres e ser útil. Minha mensagem é que denunciem. Hoje nós temos leis de proteção à mulher, se valorize se ame primeiro, não se jogue em quem te impõe condições que impede com que você seja você mesma. Não aceite isso de ninguém. Aquele que realmente te amar, vai te amar do jeito que você é", finaliza.