Há seis anos uma família procura por um membro desaparecido. Há um ano, uma ossada foi encontrada e, segundo a mesma família, é certeza que os restos mortais são de Cristiano Santos da Silva. “Ele era a única pessoa na cidade com uma prótese na coluna. Tenho certeza que é o meu filho”, disse Rosangela Santos da Silva, mãe de Cristiano.
Essa família, desde então, busca incessantemente enterrar os restos mortais de Cristiano, mas questões burocráticas impedem a realização da cerimônia. Segundo Cristina, irmã do rapaz, um DNA foi feito para confirmar se as ossadas são mesmo de Cristiano, mas os resultados ainda não foram divulgados. “Fizemos de tudo e não temos nenhuma resposta.
Sofremos muito e agora, só pedimos que as pessoas, as autoridades, nos enxerguem com outros olhos e vejam que estamos sofrendo com essa demora”, disse Cristina.
Eles reclamam que as questões burocráticas estão atrasando o sepultamento de Cristiano.
Com essa demora, a única saída encontrada pela família foi pedir ajuda para a Defensoria Pública para que os tramites não se arrastem tanto. “Só queremos acelerar isso tudo. Quero poder colocar flores no túmulo do meu filho no Dia de Finados”, disse a mãe.
Os familiares também chegaram a comentar que, em contato com o IML de Campo Grande, onde os exames foram realizados, a informação é de que, com o estado avançado de decomposição dos restos mortais de Cristiano, os exames seriam ainda mais complicados de realizar e poderiam sequer chegar a um resultado concreto.
A família aguarda agora um posicionamento dos responsáveis em contato com a Defensoria Pública para conseguir sepultar Cristiano.