O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) completa, neste mês, 20 anos de história, marcada pela atuação investigativa de membros do Ministério Público que desenvolveram atividades destinadas a identificar, reprimir e prevenir ações de grupos criminosos.
A motivação para criação do grupo se deu após o assassinato do Promotor de Justiça Francisco José Lins do Rego Santos, aos 43 anos, em razão de suas funções desenvolvidas em investigação voltada a apurar notícia sobre a adulteração de combustíveis em Belo Horizonte (MG), em 25 de janeiro de 2002, enquanto ele se deslocava para o trabalho.
A morte do Promotor de Justiça mineiro representa um marco institucional na convergência de esforços, de diferentes esferas do Ministério Público brasileiro, na tentativa de se criar unidades investigativas específicas, como Promotorias e Grupos Especializados, para o enfrentamento à criminalidade organizada, o que foi prospectada a partir de reunião do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) para instituição do denominado, à época, Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas – GNCOC.
História do GAECO em MS
O GAECO foi instituído em Mato Grosso do Sul no dia 8 de agosto de 2002, na gestão do então Procurador-Geral de Justiça, Sérgio Luiz Morelli. Conforme o Ministério Público, durante os primeiros anos, os membros tinham como objetivo investigar crimes contra a ordem econômica e tributária, em especial os voltados à distribuição e à comercialização de combustíveis.
Com a efetiva atuação de Procuradores e Promotores de Justiça, o GAECO/MPMS se consagrou como importante ferramenta no enfrentamento de crimes variados praticados por organizações criminosas.
“O GAECO/MPMS se profissionalizou muito em expertise e investigação, no trato com as temáticas internas, nos procedimentos de investigação criminal, além do trabalho em grupo, pois a formação que o Grupo de Atuação desenvolveu é uma composição em que não há voo solo, os colegas atuam e definem coletivamente como uma voz da sociedade, resultando em um modelo de extremo amadurecimento do MPMS”, destacou a Coordenadora do GAECO em MS, Ana Lara Camargo de Castro.
Com informações do MPMS
