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João Thomes sacerdote popular construiu a Igreja Santa Luzia em Três Lagoas

Em 1948, João Thomes chegava em  Três Lagoas para deixar sua marca na história da cidade

Da Redação
27/05/19 às 09h45
João Thomes (Museu de Fotos Três Lagoas)

Você sabe quem foi João Thomes?  Nascido em 20 de maio de 1918 em Frystak, Checoslováquia foi um sacerdote, educador e filósofo checoslovaco-brasileiro. Filho de Tomás e Ana Tomes, provinha de uma família de agricultores.

João Tomes sempre demonstrou grande interesse pelos livros, motivo pelo qual foi enviado pelos pais ao Colégio Salesiano de sua cidade natal. Após ter estagiado por dois anos como clérigo na Eslováquia, chegou ao Brasil em 1936, tendo se fixado em Cuiabá, dando prosseguimento a seus estudos e a sua carreira sacerdotal sob a supervisão de Dom Aquino Correia. Nessa mesma cidade, aprendeu a Língua Portuguesa fez o Curso Filosófico e Humanista. Lecionou em Cuiabá, Corumbá, Campo Grande, terminou seus estudos em teologia em São Paulo e foi um diretor clerical de estudos em Goiânia. Nos locais por que passou, fundou importantes instituições, como os grêmios literários em Corumbá e Cuiabá, e o Grêmio Estudantil Auri-Verde em Goiânia, com capacidade para dois mil alunos.

Em 1948 transferiu-se para Três Lagoas, onde, já em 1950, construiu a Casa Paroquial. Foi um sacerdote muito popular, tanto entre católicos e religiosos, quanto entre não religiosos. Iniciou a tradição das grandes procissões religiosas em Três Lagoas, dos desfiles do patronato da Vila Vicentina, e das festas do Bom Jesus da Lapa, com grandes leilões. Além de juntar um grande número de colaboradores não católicos, aumentou grandemente a frequência de fiéis às igrejas.

João Thomes também criou o Ginásio Bom Jesus, que comportava mil e quinhentos alunos. Já no ano de 1959, iniciou a construção da terceira versão da Igreja Sagrado Coração de Jesus. Em Três Lagoas construiu, ainda, a Igreja Santa Luzia; a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe; a Igreja Nossa Senhora Aparecida; a Capela de Santa Rita, de Xavantina, atual Santa Rita do Pardo; a capela de Água Clara; a Capela de São José, de Jupiá; a Capela de Sant'Ana, de Ilha Comprida; e a capela de Brasilândia.

Além disso, fundou a Sociedade Beneficente do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora - a Vila Vicentina, seu grande orgulho; e a Sede das Associações Religiosas, com o auxílio dos marianos. Intelectual, esteve também sempre presente em círculos acadêmicos, tanto como aluno, quanto como professor. A despeito de sua enorme popularidade, no ano de 1968 surpreendeu a sociedade três-lagoense ao anunciar que abandonaria a vida religiosa.

No ano de 1973, por fim, casou-se com Gleide Cléber Lopes, pedagoga e vice-diretora da Escola Estadual Fernando Correia, também de Três Lagoas. No ano de 1978, aposentou-se da função de diretor de ensino e permaneceu trabalhando como professor de latim, inglês e filosofia. Também ingressou na Associação dos Professores Aposentados de Três Lagoas. Na mesma cidade, fundou o Movimento Gnóstico Cristão, tendo também pertencido à Loja Maçônica Aquarius, onde era orador. Em homenagem póstuma, foi dado a uma importante avenida da cidade, o seu nome, localizada no Bairro Jardim Alvorada, pelos relevantes serviços prestados à cidade.

O texto foi postado na página Museu de Fotos Três Lagoas criado por Humberto Rulli Júnior

 

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