Deve ficar pronto em um prazo de 30 a 60 dias os exames laboratoriais coletados de macacos encontrados mortos em Mato Grosso do Sul e com suspeita de que tenham febre amarela.
As amostras foram enviadas ao IAL (Instituto Adolfo Lutz) em São Paulo (SP) contendo fragmentos das vísceras de três primatas encontrados em Coxim, Maracaju e Três Lagoas.
Segundo o Campo Grande News, o estado não tem nenhum caso registrado da doença e macacos encontrados mortos podem ter sido vítimas do homem. Um dos corpos aparenta estar com a costela quebrada.
TRÊS LAGOAS
No início da tarde da última terça-feira (23), a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) juntamente com a Polícia Militar Ambiental (PMA) de Três Lagoas recebeu um chamado de moradores de uma propriedade rural, a aproximadamente 15 quilômetros de Três Lagoas, na região da Ilha Comprida, relatando que um macaco foi encontrado muito machucado naquela localidade.
Já no local, a equipe constatou que o macaco era uma fêmea da espécie Bugio, muito comum na região, e que estava com diversas lesões pelo corpo. “Acreditamos que tenha sido vítima de algum outro animal, pois os ferimentos se assemelham a mordidas. Mesmo assim, principalmente pela quantidade de ferimentos, o animal foi recolhido e levado para o quartel local da PMA para coletarmos amostras de sangue, que serão levadas, dentro de 24 horas, para Campo Grande onde serão analisadas para constatar se há o acometimento por alguma doença, como, por exemplo, a Febre Amarela”, explica o veterinário e coordenador do CCZ, Hugo Nogueira Faria.
Nogueira deixou claro que a possibilidade do animal ter contraído a Febre Amarela é muito remota. “Ressaltamos que, os macacos não são os transmissores da doença, por isso não há razão para machucar ou mesmo matá-los”, reforça.
No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá por meio do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). Por isso, a equipe do CCZ reforça que os macacos devem ser preservados, pois do mesmo modo que o ser humano é infectado pela doença por meio da picada dos mosquitos, os macacos também são.