O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 trouxe à tona diversas estatísticas sobre roubos e furtos de celulares em Mato Grosso do Sul, destacando que 81% dos roubos desses aparelhos ocorrem em vias públicas. Embora nenhuma cidade do Estado esteja no ranking das 50 com maiores taxas de roubo e furto de celular, o anuário revela detalhes importantes sobre onde e como esses crimes ocorrem.
Nos roubos, que são caracterizados pela apropriação de um bem mediante violência ou ameaça, 81% ocorrem em vias públicas, enquanto os restantes 19% estão distribuídos entre estabelecimentos comerciais, residências, transporte público e hospitais.
Quando se trata de furtos, que são subtrações de bens sem agressão, a situação muda em Mato Grosso do Sul. Segundo Campo Grande News, em estabelecimentos comerciais, a porcentagem de furtos é de 26%, no transporte público é de 26,5%, nas residências é de 20,9%, e o restante, 17,7%, é classificado como "outros".
Em nível nacional, o Brasil registrou 937.294 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2023, quase dois celulares subtraídos por minuto. Entre 2018 e 2023, os roubos de celulares caíram 21%, enquanto os furtos aumentaram 13,7%. O anuário também destaca o perfil das vítimas, mostrando que homens e mulheres são igualmente afetados, mas os roubos são mais prevalentes entre os homens (58%).
A faixa etária mais prejudicada por roubos é a de jovens de 20 a 29 anos, com uma taxa de 404,5 por 100 mil pessoas, seguida por vítimas de 30 a 39 anos, com uma taxa de 324,6. Os grupos de 15 a 19 anos e de 40 a 49 anos apresentam taxas de vitimização por roubo de celular muito similares. Quanto aos furtos, a maior taxa é verificada na faixa etária de 20 a 29 anos (357 por 100 mil), seguida por vítimas de 30 a 39 anos (316,9) e de 40 a 49 anos (291,5 por 100 mil). A população de 50 a 59 anos também apresenta uma taxa elevada de vitimização de furto de celular, com 240,9 casos por 100 mil pessoas nesse grupo populacional.
*Com informações de Campo Grande News
