Três Lagoas recebeu mais de R$ 15 milhões de compensação ambiental provenientes da Cesp.
A ação na justiça durou cerca de oito anos e o destino da verba extra recebida pelo município foi traçada pela administração pública e pela Promotoria do Meio Ambiente.
De acordo com Antônio Carlos Garcia de Souza, promotor do meio ambiente, as ações serão fiscalizadas pelo Ministério Público Estadual.
O valor será investido em cerca de 15 obras como o recapeamento asfáltico, asfaltamento de ruas, restauração da maria fumaça, criação de um museu ferroviário, a construção de um pórtico de entrada entre o estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, o peixamento no Rio Paraná e a restauração do Consulado português, são algumas das obras realizadas com a verba compensatória.
Antonio Carlos, em entrevista ao Hojemais, disse que os projetos foram definidos e um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado para garantir que todos serão realizados. O promotor de justiça ainda pontuou que não existe um prazo determinado para que os projetos sejam executados, mas todos serão fiscalizados pelo Ministério Público.
Antônio ainda pontuou que esta é uma compensação pelos impactos que a Cesp gerou no meio ambiente, destruindo biomas, a fauna aquática, impedindo os peixes de realizarem o seu processo natural de reprodução e municípios que perderam área territorial como é o caso de Anaurilândia, que perdeu 27% de seu espaço.
Para o promotor de justiça, a construção da hidrelétrica gerou impactos ambientais muito graves, que jamais serão cessados e cabe à empresa se responsabilizar por tais ações.