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Moro defende lei mais rigorosa para membros de facção criminosa

Alteração faz parte das 14 propostas no Projeto anticrime

Ana Carolina Kozara - Hojemais Três Lagoas
04/02/19 às 16h03
Foto: Agência Brasil

O combate à corrupção, crimes violentos e facções criminosas são parte das metas traçadas pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que durante o período que ocupar o cargo pretende implantar o PL anticrimes e modificar 14 leis.

O governo federal pretende propor ao Congresso Nacional dentro dos próximos dias, que as organizações criminosas mais violentas em atuação no Brasil sejam identificadas e nomeadas em lei.

Conforme explicação de Moro, a menção nominal das organizações criminosas surtira uma mudança significativa, já que os governantes sequer admitem a atuação das facções em seu território.

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O texto do Projeto de Lei foi apresentado nesta segunda-feira (4) e qualifica organização criminosa como qualquer associação a partir de 4 pessoas “estruturalmente ordenada  e caracterizada pela divisão de tarefas" cujos integrantes atuem com o "objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a quatro anos".

O ministro entende que seja impossível classificar e incluir todas as facções existentes na lei, mas defende a ideia de que nomeando as mais conhecidas e de maior alcance nacional é possível que aconteçam mudanças perceptíveis pela sociedade, a exemplo do que aconteceu na Itália.

Para Moro, a atual legislação já permite que os criminosos sejam enquadrados como organização criminosa, mas, caso aprovado, o PL permitirá evidenciar qual o modelo de atuação das facções.

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