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Morre o cantor três-lagoense Antônio Rodrigues de Queiroz, conhecido carinhosamente como Castelo

Nascido em 12 de maio de 1951, na cidade de Três Lagoas, Castelo teve seu destino entrelaçado com a música desde muito cedo

Da Redação
10/07/23 às 08h00

A música sul-mato-grossense está de luto com a triste notícia do falecimento de Antônio Rodrigues de Queiroz, conhecido carinhosamente como Castelo. Aos 72 anos, o renomado artista deixou um legado significativo para a cultura musical de Mato Grosso do Sul. A causa de sua morte, ocorrida na noite de domingo, ainda não foi divulgada.

Nascido em 12 de maio de 1951, na cidade de Três Lagoas, Castelo teve seu destino entrelaçado com a música desde muito cedo. Inspirado pela habilidade musical de seu irmão e pelas danças catira de seu pai, ele deu seus primeiros passos na carreira musical em 1964, formando uma dupla com Durvalino de Souza. Pouco tempo depois, atendendo ao convite de seu irmão Alex, juntaram-se a Cidinho Castelo e formaram o Trio Serenata, que resultou na primeira gravação em disco de vinil.

Ao longo dos anos, Castelo fundou diversos grupos musicais e projetos, deixando sua marca indelével na música sul-mato-grossense e além. Na década de 80, ele fundou o grupo "Os Filhos do Pantanal", que conquistou reconhecimento e admiradores por todo o país. Além disso, Castelo formou a dupla Castelo e Mansão, que ganhou destaque com a composição "Garça Branca".

A música de Castelo transcendeu fronteiras, permitindo-lhe apresentar-se em diversos países, incluindo o Japão, onde chegou a residir por um período, além da Argentina, Paraguai, Bolívia e várias regiões do Brasil. Sua voz inconfundível e seu talento excepcional encantaram gerações, conquistando fãs fiéis ao redor do mundo.

O legado de Castelo também se estendeu para a televisão, com participações marcantes em programas renomados, como o famoso "Viola, Minha Viola", da TV Cultura de São Paulo, apresentado por Moraes Sarmento e Inezita Barroso. Sua presença carismática e seu talento musical cativaram o público e contribuíram para disseminar a riqueza da música sul-mato-grossense.

A partida de Castelo deixa um vazio na música do Mato Grosso do Sul e na cena artística brasileira como um todo. Seu legado será eternamente lembrado e seu talento musical continuará inspirando novas gerações de artistas. Neste momento de luto, fica a gratidão pelos momentos de alegria e emoção que Castelo proporcionou ao público ao longo de sua carreira brilhante.

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