Pacientes com menos de 37 semanas de vida, com quadro clínico grave ou que precisam de observação, não tem vagas disponíveis, mesmo após avanço de alguns leitos.
Em 2017, o SUS (Sistema Único de Saúde) tinha 44 leitos de UTI neonatal em Mato Grosso do Sul, conforme a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Em 2010, eram 41, o que implica em crescimento de 7%.
O levantamento aponta 94 leitos existente nas redes pública e privada no estado. Em relação a 2010, houve aumento da oferta, pois naquele ano eram 59 vagas. Contudo, o déficit no Estado ainda chega a 81 leitos.
No comparativo entre 2010 e 2017, a rede particular teve crescimento de 178%: com 18 vagas em 2010 e 50 no ano passado.
O relatório também mostra a concentração em Campo Grande, que oferta 69 dos 94 leitos existentes no SUSe rede privada. Os números nacionais mostram que o País sofre com déficit de 3.305 leitos de UTI neonatal.
Atualmente, de acordo com o CNES, existem em funcionamento 8.766 leitos do tipo no País (públicos e privados). Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria, a vida e a saúde de milhares de bebês recém-nascidos está em risco por conta de falhas na gestão da rede pública de assistência.
*Com informações do Campo Grande News